As circunstâncias do assassinato de um comerciante na área central de Montenegro, no final da tarde desta terça-feira (31), são investigadas pela Polícia Civil.
Dois homens suspeitos de terem cometido o crime morreram cerca de duas horas depois do homicídio, após se envolverem em um acidente de trânsito.
Até o momento, segundo o delegado Marcos Eduardo Pepe, a linha de investigação aponta para crime relacionado com desavença financeira, já que a vítima possuía algumas dívidas. “Mas a gente precisa aprofundar mais”, disse.
Suspeitos morrem menos de duas horas após o crime
O comerciante Gustavo Sulzbach, de 30 anos, foi executado em frente à sua loja de eletrônicos, na Rua Capitão Cruz, por volta das 18 horas.

Foto: Reprodição/Redes Sociais
Dois homens teriam chegado ao local em um Renault Sandero prata. Primeiro um caroneiro desembarcou e instantes depois, o motorista, que estava com vestimentas escuras.
Após efetuarem os disparos contra Sulzbach, a dupla voltou correndo ao veículo e fugiu.
Menos de duas horas depois, a Polícia Rodoviária Federal comunicou que o carro suspeito havia se envolvido em um acidente de trânsito no quilômetro 412 da BR-386.
O Sandero com placas clonadas transitava no sentido interior-capital, quando colidiu frontalmente com um caminhão de Lajeado, que transitava no sentido oposto.

Foto: PRF
Os dois ocupantes do carro, que havia sido roubado no último sábado (28), em Alvorada, morreram no local. No veículo foram localizadas duas pistolas, sem munição.
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Conforme o delegado, as duas pistolas encontradas no veículo acidentado — uma Taurus calibre .45 e uma 9 milímetros modelo Bersa — batem com as que foram utilizadas para matar Sulzbach. Além disso, o veículo é o mesmo que foi captado por câmeras de segurança em Montenegro.
O delegado ainda pontua que ainda não tem a identificação dos dois suspeitos. “Com a identificação destes dois, muita coisa vai ser esclarecida”. Apesar de não ter confirmação dos nomes, ele descarta algum vínculo familiar com Sulzbach e aponta que a dupla vinha de Lajeado, onde a vítima morava anteriormente.
O envolvimento de outras pessoas no crime não está descartado.