Os dois homens que estavam foragidos da operação Supplicium, desencadeada pela Polícia Civil na quinta-feira (28) contra um grupo criminoso investigado por torturar um homem com coronhadas de fuzil e pistola em Portão, foram presos ao longo do dia.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Deivid Theisen da Silva, conhecido como “Zoreia”, de 21 anos, foi localizado por volta das 11 horas em uma residência na Rua Dona Emiliana, no bairro Portão Novo, em Portão. Segundo a Brigada Militar, a prisão ocorreu após uma denúncia anônima por meio do telefone 190.
A informação indicava que no endereço estaria escondido um dos homens com mandado de prisão expedido durante a operação da Polícia Civil que investiga integrantes de uma facção criminosa armada ligada ao tráfico de drogas e suspeita de participação no crime de tortura.
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Os policiais foram até o local e encontraram o suspeito no pátio da residência. Após a confirmação da identidade, os agentes entraram no imóvel e cumpriram o mandado de prisão. Na sequência, ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia.

Foto: Polícia Civil
Já Luis Antônio Alves, o “Gordo”, foi preso pela Brigada Militar às 21h45 em via pública no bairro Restinga, em Porto Alegre. Zoreia e Gordo são considerados criminosos de alta periculosidade, com envolvimento não apenas com o tráfico de drogas.
Com as duas capturas, a Polícia Civil concluiu com 100% de efetividade a operação. O delegado Ayrton Figueiredo Martins Júnior destaca que a colaboração da comunidade foi fundamental para a localização dos foragidos. “A divulgação dos nomes e fotos dos foragidos foi determinante”, afirma.
Homem foi torturado por suspeita de ser “espião” de facção rival
A investigação apura a tortura de um homem de 34 anos ocorrida entre a noite do dia 28 e a madrugada do dia 29 de abril, no bairro São Jorge, em Portão. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi sequestrada enquanto caminhava pela Rua Morretinhos e levada até uma residência em um condomínio próximo, onde passou a ser espancada com socos, chutes e coronhadas de pistolas, revólveres e um fuzil.
Os criminosos acreditavam que o homem estaria agindo como espião de uma facção rival de Porto Alegre para monitorar integrantes do tráfico de drogas em Portão. Durante a investigação, a Polícia Civil apreendeu um arsenal utilizado pelo grupo criminoso, incluindo um fuzil, duas carabinas, uma pistola, um revólver, munições e carregadores. Conforme o delegado, as armas apreendidas foram exatamente as utilizadas na sessão de tortura.
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Após o ataque, a vítima foi encontrada inconsciente em uma rua do bairro São Jorge e socorrida pelo Corpo de Bombeiros. Apesar de possuir antecedentes por roubos e furtos e estar foragida da Justiça na época do ataque, a investigação aponta que ela não possuía ligação com facções criminosas.
Durante o cumprimento de mandados em um conjunto habitacional na localidade do Cantão, em Portão, nas primeiras horas da manhã de quinta-feira, os policiais já haviam capturado outros dois homens envolvidos diretamente no caso de tortura.