Um policial civil foi baleado na manhã desta terça-feira (5) durante uma operação que cumpriu mandados na Grande Porto Alegre. Ao todo, 130 policiais participaram da ação. Os alvos são um grupo que comerciava armas de fogo e também traficava drogas na capital, região metropolitana e no interior do Estado. Até as 7 horas, 25 pessoas tinham sido presas.

Foto: Polícia Civil
Segundo o delegado Wesley Lopes, responsável pela operação, um inspetor de polícia foi atingido por um tiro durante o cumprimento de um mandado no bairro Restinga, em Porto Alegre. Ele foi socorrido ao Hospital de Pronto Socorro e seguia em atendimento às 7h15. Ele foi atingido em uma das pernas e não corre risco de morte.
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Operação Shotgun
A Operação Shotgun cumpriu 38 mandados de prisão e de 39 busca e apreensão em Porto Alegre, Cachoeirinha, Canoas, Sapucaia do Sul, Novo Hamburgo, São Leopoldo, São Sebastião do Caí, Parobé, Estância Velha, Caxias do Sul, Montenegro, Charqueadas, Três Passos e Capela de Santana. Além das prisões, foram apreendidas armas de fogo e drogas.
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“A investigação evidenciou uma complexa rede de atividades ilícitas praticadas pelo referido grupo, com atuação simultânea em diferentes modalidades criminosas e em várias cidades”, destaca o delegado.
Como o grupo agia
A investigações da Polícia Civil revelou que o grupo era responsável pela circulação e comercialização de armas de fogo de diferentes calibres, munições, drogas e veículos de origem ilícita. Ao longo das diligências, foram documentadas negociações de armamentos de grosso calibre, incluindo fuzis, pistolas adaptadas para disparo automático e carregadores de alta capacidade, bem como a oferta de munições compatíveis com esses armamentos.
Também foram registradas tratativas relacionadas à venda de entorpecentes, como maconha e comprimidos de ecstasy.
Além do comércio de armas e drogas, ficou comprovada a prática de receptação qualificada e adulteração de veículos, com a utilização de placas clonadas ou falsas para viabilizar a circulação e a revenda dos automóveis.
Em alguns casos, caminhões e outros veículos de maior valor foram subtraídos e ocultados em imóveis previamente definidos, onde permaneciam até serem repassados a receptadores. “As conversas e imagens obtidas durante o trabalho investigativo demonstraram que alguns veículos roubados eram negociados ainda no mesmo dia da subtração, evidenciando a agilidade do grupo para concretizar as transações”, diz a Polícia.
Também foi identificado um fluxo contínuo de informações entre os investigados, que compartilhavam imagens, vídeos e dados sobre alvos, possíveis compradores e estratégias para evitar que fossem descobertos.
(*) Colaborou: Isaías Rheinheimer