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CRIMES CONTRA CRIANÇAS

"Predadores na escuridão": Polícia lança caçada a suspeitos de armazenar e compartilhar pornografia infantil

Operação lançada na manhã desta quinta-feira (25) visa prender homens por trás de rede de exploração sexual na internet

Publicado em: 25/09/2025 às 10h:34 Última atualização: 25/09/2025 às 11h:18
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A Polícia Civil lançou uma nova ofensiva, na manhã desta quinta-feira (25), para investigar abusos e exploração sexual infantil contra crianças na internet.

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A batizada Operação Dark Trace (que pode ser traduzida do inglês como “rastro sombrio”) mira suspeitos de armazenar e compartilhar pornografia infantil no Rio Grande do Sul.

Técnicos do Instituto-Geral de Perícias avaliarão minuciosamente o material apreendido nesta quinta-feira (25) | abc+



Técnicos do Instituto-Geral de Perícias avaliarão minuciosamente o material apreendido nesta quinta-feira (25)

Foto: POLÍCIA CIVIL/DIVULGAÇÃO

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Foram meses de investigação até que a Polícia chegou aos alvos da ação. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Capão da Canoa, Santo Antônio da Patrulha, Caxias do Sul, Gravataí e Porto Alegre.

Coordenada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas, a investigação apurou que os suspeitos não apenas baixavam, mas compartilhavam material de forma on-line.

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Não houve prisão em flagrante, mas computadores, aparelhos celulares e mídias de armazenamento foram apreendidos e serão submetidos à perícia.

Segundo o delegado Maurício Barison, à frente do trabalho na Especializada, esta é somente a primeira etapa da ação que visa levar à cadeia cada um dos cinco alvos.

“Foram meses de monitoramento e análise digital”, afirma. “Nosso objetivo é rastrear predadores que agem na escuridão da rede e retirar do ambiente virtual aqueles que ameaçam crianças e adolescentes”.

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Sofisticação

A operação contou com a parceria do Instituto-Geral de Perícias (IGP) e seu Núcleo de Combate à Pedofilia e ao Abuso Infantojuvenil (Nucope).

Conforme Barison, todo o material apreendido passará por análise. Isso pode resultar em pedidos de prisão preventiva e consequente indiciamento dos suspeitos.

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O delegado observa que um dos suspeitos parecia até estar desviando internet visando não ser identificado, caso monitorado pela Polícia.

“Os caras estão mais sofisticados e não foi possível achar nada durante o cumprimento dos mandados”, esclarece. “É claro que todo este material apreendido será devidamente periciado na sede do IGP e deve resultar posteriormente em pedidos de prisões preventivas, porque sabemos o que faziam na internet”.

Rede de violência

Na avaliação da Polícia Civil, os alvos da operação desta quinta-feira são suspeitos de fazer parte de uma rede milionária que incide em sequestros e estupros de crianças e adolescentes mundo afora.

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Um recente estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) apontou que, somente em um ano, 300 milhões de crianças acabaram exploradas sexualmente por meio do ambiente digital.

“É um mercado milionário que movimenta criminosos nos sequestros e estupros cometidos contra crianças”, ressalta Barison. “A Polícia não vai medir esforços para levar à cadeia qualquer envolvido nos crimes”.

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Perito e coordenador do Nucope, Marcelo Nadler destacou que a unidade surgiu justamente para garantir perícias qualificadas em casos envolvendo violências contra crianças e adolescentes.

“Toda criança merece uma infância feliz e protegida”, disse. “A Perícia Criminal e a Polícia Civil fazem esse trabalho integrado e cada vez mais qualificado para garantir um futuro melhor para nossa sociedade”.

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Denúncia

Impulsionada pela repercussão de denúncias feitas pelo youtuber Felipe Bressanim Pereira, o Felca, sobre a necessidade de uma lei que crie regras de proteção para crianças e adolescentes em ambientes digitais, as denúncias cresceram nos últimos meses, segundo a Polícia.

Em Canoas, as denúncias anônimas podem ser passadas pelo WhatsApp (51) 98459-0259; por linha direta no telefone (51)3425-9056 ou pelo disque 100; quem preferir, pode se valer do site pc.rs.gov.br.

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