A prefeita de Estrela, Carine Schwingel (União Brasil), é uma das investigadas pela Polícia Federal (PF) em uma operação sobre crimes eleitorais relacionados às eleições de 2024 na cidade, no Vale do Taquari. A investigação foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (24).
A Operação Ambitus Sidum também apura suspeita de corrupção eleitoral e caixa dois, também denominado por falsidade ideológica eleitoral.

Foto: Polícia Federal
Entre os alvos da operação, está a prefeita de Estrela Carine Schwingel (União Brasil). A investigação apura suspeita de corrupção eleitoral e caixa dois, também denominado por falsidade ideológica eleitoral.
De acordo com informações da Rádio Independente, foram expedidos 13 mandados de busca e apreensão, determinados pela Justiça Eleitoral de Novo Hamburgo. As diligências da PF ocorreram nas cidades de Estrela e Cruzeiro do Sul. Durante a operação, foram apreendidos equipamentos eletrônicos e documentos para complementar o avanço das investigações.
Investigação após as eleições de 2024
A investigação teve início após uma denúncia anônima, segundo a Polícia Federal, junto ao compartilhamento de provas da Operação Rêmora, de dezembro de 2024, feita pela Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da Polícia Federal.
A instauração do inquérito ocorreu com autorização do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS).
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Nas investigações, a PF afirma que a atual prefeita de Estrela, quando era candidata, teria utilizado aliados para nomear eleitores em cargos de confiança na cidade de Cruzeiro do Sul, após solicitar a troca de domicílio eleitoral e apoio político.
Segundo o informado pela rádio, a Polícia Federal também aponta possíveis irregularidades de campanha, por meio da concessão de favores ou vantagens financeiras em troca de apoio, como favorecimento de pacientes em filas de exames, auxílio em materiais de construção e concessão de benefícios sociais.
Alvos da operação
Além de Carine Schwingel, outros servidores públicos foram alvos da operação. Os investigados poderão responder por crimes de falsidade ideológica eleitoral e corrupção eleitoral.
A reportagem do ABCmais entrou em contato com a Prefeitura de Estrela, mas não obteve retorno até então. O espaço segue aberto.