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MÃE E FILHO MORTOS

Primeiras testemunhas são ouvidas no caso da mulher acusada de matar grávida para ficar com bebê

Em novembro do ano passado, Josiane de Oliveira Jardim se tornou ré pelos crimes contra Janaína Ferreira Mello, 25 anos, que estava grávida de nove meses

Publicado em: 19/02/2025 às 11h:14 Última atualização: 19/02/2025 às 11h:15
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As primeiras testemunhas do caso da mulher acusada de matar uma grávida para ficar com o bebê foram ouvidas pela Justiça nesta terça-feira (18). Em novembro do ano passado, Josiane de Oliveira Jardim se tornou ré pelos crimes de homicídio qualificado, aborto provocado por terceiro sem o consentimento da gestante, parto suposto e ocultação de cadáver.

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Primeiras testemunhas são ouvidas no caso da mulher acusada de matar grávida para ficar com bebê

Foto: Renata Bencke/ TJRS

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O crime aconteceu no dia 14 de outubro no bairro Mario Quintana, em Porto Alegre. A vítima era Paula Janaína Ferreira Mello, 25 anos, que estava grávida de nove meses.

Na tarde desta terça, foi realizada a primeira audiência de instrução do caso. Quem presidiu foi a juíza Anna Alice da Rosa Schuh, da 1ª Vara do Júri do Foro da Comarca de Porto Alegre, e a audiência durou oito horas. Foram ouvidas 12 testemunhas de acusação, entre elas os pais e o ex-companheiro da vítima. A defesa não apresentou nenhuma testemunha.

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Uma nova audiência será marcada para ouvir o restante das testemunhas e fazer o interrogatório de Josiane.

Atuaram na defesa os advogados Richard Ivan Fernandez Noguera, Sharla Ruana dos Santos Rech.

Como aconteceu o crime

A ré teria atraído a vítima até sua casa. A intenção dela seria roubar o bebê e se tornar mãe dele. Para isso, a criminosa prometeu doações e fingiu para a vítima que também estava grávida com o objetivo de criar um vínculo de confiança.

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A mulher usou um instrumento contundente para atingir diversas vezes a cabeça de Paula e ainda cortou a barriga dela para retirar a criança do seu ventre. No dia seguinte, a autora do crime e o bebê foram levados para um hospital da capital após ela ter simulado um parto. No entanto, os médicos constataram a farsa e acionaram a Polícia Civil. A mulher foi presa no dia 16 de outubro e o corpo da vítima foi descoberto embalado em cobertores e sacos plásticos embaixo da cama na casa da denunciada.

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Paula e o bebê, que receberia o nome de Endrick e estava com o nascimento previsto para o dia 5 de novembro, foram sepultados no dia 17 de outubro em Porto Alegre. Segundo a investigação, a acusada, que é casada e tem dois filhos adotivos, agiu sozinha.

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