As primeiras testemunhas do caso da mulher acusada de matar uma grávida para ficar com o bebê foram ouvidas pela Justiça nesta terça-feira (18). Em novembro do ano passado, Josiane de Oliveira Jardim se tornou ré pelos crimes de homicídio qualificado, aborto provocado por terceiro sem o consentimento da gestante, parto suposto e ocultação de cadáver.

Foto: Renata Bencke/ TJRS
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O crime aconteceu no dia 14 de outubro no bairro Mario Quintana, em Porto Alegre. A vítima era Paula Janaína Ferreira Mello, 25 anos, que estava grávida de nove meses.
Na tarde desta terça, foi realizada a primeira audiência de instrução do caso. Quem presidiu foi a juíza Anna Alice da Rosa Schuh, da 1ª Vara do Júri do Foro da Comarca de Porto Alegre, e a audiência durou oito horas. Foram ouvidas 12 testemunhas de acusação, entre elas os pais e o ex-companheiro da vítima. A defesa não apresentou nenhuma testemunha.
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Uma nova audiência será marcada para ouvir o restante das testemunhas e fazer o interrogatório de Josiane.
Atuaram na defesa os advogados Richard Ivan Fernandez Noguera, Sharla Ruana dos Santos Rech.
Como aconteceu o crime
A ré teria atraído a vítima até sua casa. A intenção dela seria roubar o bebê e se tornar mãe dele. Para isso, a criminosa prometeu doações e fingiu para a vítima que também estava grávida com o objetivo de criar um vínculo de confiança.
A mulher usou um instrumento contundente para atingir diversas vezes a cabeça de Paula e ainda cortou a barriga dela para retirar a criança do seu ventre. No dia seguinte, a autora do crime e o bebê foram levados para um hospital da capital após ela ter simulado um parto. No entanto, os médicos constataram a farsa e acionaram a Polícia Civil. A mulher foi presa no dia 16 de outubro e o corpo da vítima foi descoberto embalado em cobertores e sacos plásticos embaixo da cama na casa da denunciada.
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Paula e o bebê, que receberia o nome de Endrick e estava com o nascimento previsto para o dia 5 de novembro, foram sepultados no dia 17 de outubro em Porto Alegre. Segundo a investigação, a acusada, que é casada e tem dois filhos adotivos, agiu sozinha.