A idosa Terezinha Diniz da Silva, 62 anos, que orquestrou a morte da nora, Priscila Morgana Alves Diniz, 34, pagou R$ 7 mil para os executores praticarem o crime em outubro do ano passado, em Novo Hamburgo. A informação consta na denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) contra a mandante do crime e os dois homens responsáveis pelo assassinato.

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Segundo o MPRS, há provas de que o pagamento foi feito a Joelson Diniz, 33, sobrinho da idosa, para que ele matasse Priscila. Terezinha e Joelson seguem presos preventivamente desde a época do crime. Um terceiro homem, amigo de Joelson, também foi denunciado, mas este responde o processo em liberdade.
A denúncia foi apresentada em dezembro de 2024, após a conclusão do inquérito policial pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Novo Hamburgo. O Ministério Público denunciou os autores por feminicídio, com diversas qualificadoras. “O crime foi cometido por razões da condição do sexo feminino, decorrentes de violência doméstica e familiar e menosprezo e discriminação à condição de mulher”, pontua o promotor Robson Barreiro.
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Ainda segundo o MPRS, o crime também foi praticado por motivo torpe. “A acusada ordenou a prática do crime em retaliação a desavenças e desentendimentos que tinha com a vítima, relacionados à gestão e administração do restaurante”, pontua.

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Na acusação, também há destaque para o fato de o crime ter sido praticado com extrema crueldade. “A vítima foi rendida com uma arma de fogo apontada para sua cabeça, tendo falhado o mecanismo de disparo da arma por múltiplas vezes até o disparo fatal, circunstância que gerou intenso sofrimento psíquico à vítima, em face da percepção de proximidade e inevitável ocorrência de sua morte”, escreveu Barreiro.
Comerciante foi baleada em frente ao restaurante da família
Priscila Diniz foi baleada em frente ao restaurante da família, na Rua Vereador Darci Jaime Keller, bairro Canudos, na manhã de 12 de outubro de 2024. Ela chegava para trabalhar, às 6h30, quando foi rendida por dois homens em uma moto.

Foto: Letícia Prior Breda/GES-Especial
Conforme a Polícia, o homem que estava na garupa da moto e que rendeu Priscila era Joelson, sobrinho da idosa. O piloto da moto era seu amigo. No momento do ataque, a arma usada por ele falhou 9 vezes até que ocorreu o disparo que atingiu a vítima na cabeça. Priscila chegou a ser socorrida com vida, mas morreu dois dias depois no Hospital Municipal de Novo Hamburgo.
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Terezinha Diniz da Silva está presa desde 21 de outubro, quando teve a prisão temporária decretada como principal suspeita de ser a mandante do crime. Joelson Diniz, executor dos disparos, também está preso desde a mesma data. O terceiro envolvido, um amigo de Joelson, foi responsável por conduzir a motocicleta usada na ação criminosa. Ele chegou a ser preso temporariamente, mas obteve liberdade provisória e responde ao processo em liberdade.
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O viúvo e filho de Terezinha chegou a ser preso temporariamente, mas, ao final da investigação, a Polícia concluiu que ele não teve participação no caso.