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ASSÉDIO SEXUAL

Professor acusado de assediar alunos em Estância Velha também será investigado pela Polícia Civil

Inquérito policial foi instaurado pela Delegacia de Estância Velha e envolvidos serão intimados a partir desta sexta-feira

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 20/12/2024 às 09h:43 Última atualização: 20/12/2024 às 09h:44
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A Polícia Civil de Estância Velha instaurou, nesta quinta-feira (19), um inquérito policial para investigar as denúncias de assédio sexual envolvendo um professor da rede municipal. O docente é acusado por alunos de uma escola local, e o caso, que já estava sendo apurado por uma sindicância interna da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Semec), agora passa a ser investigado pela esfera policial.

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Investigação interna foi instaurada a pedido da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Semec) de Estância Velha | abc+



Investigação interna foi instaurada a pedido da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Semec) de Estância Velha

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

De acordo com o delegado Rafael Sauthier, titular da Delegacia de Polícia de Estância Velha, o registro de ocorrência foi feito apenas nesta quinta-feira, 14 dias após a primeira denúncia formalizada em ata escolar, no dia 5 de dezembro.

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“Até hoje, não tínhamos acesso a nenhuma informação oficial. Não houve registro prévio, nem acionamento do Conselho Tutelar, Ministério Público ou da Delegacia. Somente agora, com o registro feito, começaremos a investigar”, afirmou Sauthier.

O delegado informou que as primeiras intimações serão realizadas nesta sexta-feira (20) e que depoimentos de alunos, familiares e membros da escola serão coletados nos próximos dias. “O tempo perdido atrapalha, pois há perícias e outros encaminhamentos que deveriam ter sido feitos de imediato, como o acompanhamento psicológico das vítimas. Vamos trabalhar para garantir que tudo seja apurado com rigor”, destaca.

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A sindicância aberta pela Semec, paralela à investigação policial, afastou preventivamente o professor por um período inicial de 60 dias, prorrogáveis por mais 30, para preservar a imparcialidade da apuração e evitar interferências no processo.

O caso começou a repercutir essa semana com o afastamento do professor das funções, mas veio à tona após estudantes com idades entre 11 e 12 anos terem revelado os abusos durante avaliação aplicada pela escola durante a fase de pré-conselho de classe. Os relatos escritos pelos alunos detalham comportamentos considerados criminosos por parte do professor.

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