Um professor de Direito é investigado pela Polícia Civil por suspeita de ter cometido crimes sexuais contra mais de uma mulher, no Rio Grande do Sul.

Foto: Redes Sociais/Reprodução
O suspeito é o advogado e professor de Direito Conrado Paulino da Rosa. O caso veio a tona na noite de sexta-feira (19), quando a Polícia Civil, o acusado e a advogada que representa as vítimas se manifestaram.
Em nota, a Polícia Civil informou que um inquérito policial foi instaurado e que o caso é investigado sob sigilo. Segundo as autoridades, o homem foi acusado de prática de estupro de vulnerável. “Todas as diligências necessárias para a elucidação dos fatos estão sendo rapidamente providenciadas”, escreveu.
A advogada Gabriela Souza, responsável pela defesa das vítimas, também por meio de nota, afirmou que “todas as medidas judiciais cabíveis já foram tomadas”. Ainda, ela reiterou que as mulheres só irão se manifestar “perante as autoridades policiais e judiciais, inclusive em razão de Medida Protetiva de Urgência vigente”.
“Unidas, incentivam a proteção de todos os direitos das mulheres e incentivam àquelas que possam estar vivendo relacionamentos abusivos a buscarem ajuda, denunciarem, entendendo que o silêncio protege apenas os agressores”, escreveu.
Nas redes sociais, Conrado Paulino da Rosa publicou uma manifestação onde reiterou confiar que a “verdade dos fatos se sobressaíra”. Ele também afirmou que repudia “qualquer forma de violência contra a mulher” e está sendo representado pelo advogado Paulo Fayet, que “está adotando todas as providências necessárias”.
O advogado dava aulas na Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP), mas foi desligado. Na sexta-feira (19), a FMP afirmou que o desligamento “foi decidido em caráter administrativo, conforme previsto no regimento interno da FMP, sem a realização de juízo antecipado sobre eventuais responsabilidades relacionadas a fatos externos à Instituição”.
“A FMP reitera seu compromisso inegociável com a ética, a transparência e, sobretudo, com a promoção de um ambiente acadêmico seguro, inclusivo e respeitoso para todas as pessoas”, disse em nota.
O espaço permanece aberto para manifestações.
O que diz a advogada Gabriela Souza em defesa das vítimas
“A defesa das vítimas de Conrado Paulino da Rosa comunica através dessa nota à imprensa que todas as medidas judiciais cabíveis já foram tomadas e que, neste momento, se manifestarão apenas perante as autoridades policiais e judiciais, inclusive em razão de Medida Protetiva de Urgência vigente.
Unidas, incentivam a proteção de todos os direitos das mulheres e incentivam àquelas que possam estar vivendo relacionamentos abusivos a buscarem ajuda, denunciarem, entendendo que o silêncio protege apenas os agressores. Desde já, repudiam o uso de qualquer estereótipo de gênero, comuns nas defesas de homens denunciados, e reafirmam aquilo que foi dito por Maria da Penha: a vida começa quando a violência termina.
As mulheres estão vivas na união, na voz e na força. A coragem de cada uma e de todas juntas é para que não existam próximas vítimas.“
O que diz a FMP
“A Fundação Escola Superior do Ministério Público – FMP informa que o professor Conrado Paulino da Rosa não integra mais o corpo docente da Instituição.
O desligamento foi decidido em caráter administrativo, conforme previsto no regimento interno da FMP, sem a realização de juízo antecipado sobre eventuais responsabilidades relacionadas a fatos externos à Instituição.
A FMP reitera seu compromisso inegociável com a ética, a transparência e, sobretudo, com a promoção de um ambiente acadêmico seguro, inclusivo e respeitoso para todas as pessoas.
Reafirmamos, de forma categórica, nossa posição contrária a qualquer forma de violência, em especial a violência contra as mulheres, e nosso apoio a todas as iniciativas que promovam a equidade de gênero e os direitos humanos.
Com 41 anos de atuação na formação de profissionais comprometidos com a justiça e a cidadania, a FMP seguirá fiel aos seus princípios institucionais e ao respeito à dignidade humana.“
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O que diz o acusado Conrado Paulino da Rosa