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INVESTIGAÇÃO

Professor é demitido após denúncias de assédio sexual em escola de São Leopoldo

Homem tinha contrato temporário e, por isso, demissão imediata foi possível, explica a Secretaria Municipal de Educação

Publicado em: 15/08/2025 às 15h:17
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Denúncias de assédio sexual contra meninos entre 8 e 9 anos causaram a demissão de um professor de escola municipal de São Leopoldo. O caso veio a público nesta sexta-feira (15), mas o educador estava afastado desde o começo do mês, quando a instituição soube do primeiro caso.

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Caso ocorreu na Emef Castro Alves e veio a público nesta sexta-feira (15)



Caso ocorreu na Emef Castro Alves e veio a público nesta sexta-feira (15)

Foto: Reprodução/Redes sociais

Conforme a Secretaria Municipal de Educação (Smed), a primeira acusação contra o professor foi recebida no dia 4 de agosto. Uma semana depois, na última segunda-feira (11), após uma nova denúncia, ele foi demitido. Na terça (12), surgiu ainda uma terceira denúncia.

“É importante dizer que, após essas denúncias, tem surgido muitos relatos de pais que também ouviram queixas de assédio de seus filhos. Porém, esses não são denúncias formais. A Smed está solicitando a esses pais que registrem o boletim de ocorrência”, afirma o titular da pasta, Jéferson Falcão.

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O secretário explica que a demissão imediata foi possível por se tratar de um contrato temporário.

“Se ele fosse concursado, seria necessário entrarmos com um processo administrativo, porém, ele seria afastado mesmo assim. Sempre que há algum caso de possível assédio, o profissional é imediatamente afastado”, diz, acrescentando que, no momento da contratação, uma Certidão de Antecedentes Policiais é solicitada por meio da gestão de Recursos Humanos (RH) da Prefeitura de São Leopoldo.

Além disso, por meio de nota oficial, a pasta informa que o Núcleo de Enfrentamento à Violência Escolar (NEVE) — instituído pela Smed no dia 2 de junho — foi acionado e segue atuando no apoio psicossocial aos alunos.

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O caso foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Até a publicação desta matéria, a Deam não havia passado detalhes sobre a investigação.

Direção reclama de ataques à equipe escolar

A direção da Emef emitiu, nesta sexta, uma nota oficial nas redes sociais da escola reclamando de críticas recebidas após a repercussão das denúncias.

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“É profundamente lamentável e inaceitável que ataques sejam direcionados a esta escola e aos profissionais que aqui atuam, pessoas que dedicaram anos de suas vidas, com seriedade (…)”, defende-se. “A pergunta recorrente de muitos, ‘como não perceberam?’, precisa ser esclarecida com seriedade: ninguém traz um aviso estampado sobre seu caráter’”, prossegue.

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No conteúdo, o corpo docente alega que tem seguido todos os protocolos diante da situação. “Adotamos todas as medidas possíveis para resguardar a integridade física e emocional dos nossos estudantes. Seguimos rigorosamente as orientações da Smed e da equipe de psicologia.”

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O texto é finalizado alegando que a equipe permanece disponível para conversar e esclarecer quaisquer dúvidas daqueles que “desejarem dialogar de forma respeitosa e responsável”.

A diretora da Emef, Andreia Vilanova, afirma que a publicação surtiu efeito positivo. “Dizem que a gente encobriu o professor… mas depois dessa nota, a gente tem recebido os professores que entendem a situação e que estão nos apoiando”, conta. 

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