Uma agressão que teria sido cometida por uma professora contra uma criança de apenas 3 anos em uma creche de Canoas é investigada pela Polícia. Foi na última quarta-feira (27) que a menina relatou agressões física e verbal feitas por uma docente da instituição particular: “Pai, a ‘profe’ me pegou pelo braço, me xingou e eu chorei”.

Foto: REPRODUÇÃO
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O relato está registrado em boletim de ocorrência feito na última sexta-feira (29), dia seguinte ao acesso dos pais às imagens. Questionada pelos responsáveis da menina, a mulher teria alegado que o puxão ocorreu por parte de um colega da criança. No entanto, a gravação teria corroborado com a queixa da vítima.
A família contatou a instituição e recebeu inicialmente imagens cortadas do ocorrido. A diretora da escola infantil teria dito que não identificou o fato descrito pela menina e só mostrou as imagens após insistência.
Segundo registrado no BO, na imagem, além do puxão, a professora aparece xingando a criança: “‘Tu’ é debochada, ‘tu’ não ouve, tu tem que guardar os brinquedos.” Na sequência, a aluna aparece em outro canto, chorando, enquanto guarda os objetos.
Segundo o delegado Maurício Barison, o caso será tratado com toda a seriedade que merece, já que professoras e profissionais de creche não podem dar puxões no braço ou aplicar qualquer tipo de força física contra crianças. “Nossas equipes já estão investigando o caso”, avisou.
Leia a nota da defesa na íntegra
“A Escola de Educação Infantil referida em reportagens na mídia na data de 01 de junho de 2026, por suposta agressão à uma de suas alunas praticadas por uma professora, vem, por seus advogados, em decorrência de fatos que foram veiculados, trazer os seguintes esclarecimentos.
Primeiramente, não houve qualquer agressão física por parte da funcionária, conforme atestam as imagens das câmeras já apresentadas para os responsáveis. Houve, sim, uma fala correicional mais efusiva por parte da professora, se resumindo a uma manifestação verbal em um tom mais elevado, sem qualquer espécie de ofensa à criança.
A funcionária envolvida no episódio se encontrava em contrato de experiência, o qual fora encerrado pela Escola.
A aluna nunca fora afastada por parte da Direção, mas por opção da família, fora retirada da escola. Reitera-se que as imagens foram apresentadas na íntegra aos genitores e que a Escola apenas não as forneceu por se tratar de imagens do interior de uma sala de aula, na qual aparecem outras crianças e há uma responsabilidade da Escola por estes dados.
Entretanto, todas as imagens estão armazenadas e serão entregues às autoridades que as requererem. Reforçamos nosso compromisso com o bem-estar de nossas crianças e com todos os valores fundamentais que norteiam a atuação de nossos profissionais.
A Escola está totalmente à disposição das Autoridades, disponibilizando todos os meios de provas que permitam a devida elucidação dos fatos.”