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Crime organizado

Prostituição segue sendo usada para extorsão na região metropolitana

Novo caso envolve ameaças de morte e de incêndio a casa de cliente do Vale do Sinos

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Publicado em: 04/02/2026 às 17h:06 Última atualização: 04/02/2026 às 17h:07
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Na manhã de 17 de janeiro, uma garota de programa e dois comparsas foram presos, em Canoas e Porto Alegre, por cobrar R$ 7 mil de uma vítima para não divulgar imagens de encontros íntimos. Mas o uso da prostituição para extorsão não parou na região metropolitana. Na manhã desta quarta-feira (4), mais 14 foram presos em operação que se estendeu ao litoral.

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Operação Encontro Desmarcado cumpre mandados nesta quarta-feira (4) na região | abc+



Operação Encontro Desmarcado cumpre mandados nesta quarta-feira (4) na região

Foto: PC

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Desta vez, um morador de Esteio passou a receber ameaças de morte e até de incêndio na residência após desistir dos serviços agendados com uma acompanhante associada ao grupo criminoso. Segundo a Polícia Civil, 14 membros da organização foram presos nesta quarta, entre eles uma grávida de nove meses.

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Além das prisões, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Gravataí, Tramandaí, Cidreira, Terra de Areia, Capão da Canoa, Xangri-Lá e na Penitenciária Estadual de Osório, onde diversos celulares e um roteador foram recolhidos.

As extorsões vinham sendo coordenadas por detentos nas celas, em meio ao caos carcerário no Rio Grande do Sul. Também foram determinados bloqueios de valores em contas bancárias de 14 investigados.

Encontro desmarcado

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No caso agora investigado, a vítima agendou encontro com uma garota de programa e não compareceu, o que deu origem ao nome da Operação Encontro Desmarcado. O homem passou a receber ligações telefônicas de um homem que se apresentava como integrante de grupo criminoso e exigia dinheiro sob argumento de supostos prejuízos causados.

As exigências financeiras evoluíram rapidamente para ameaças graves, que incluíam desde incêndio a residência até homicídio. Apavorado, o homem depositou R$ 3,5 mil em conta indicada pelo criminoso.

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Outra vítima pagou R$ 50 mil

As investigações também identificaram que outra vítima da região metropolitana pagou R$ 50 mil em razão das ameaças. O caso ainda é apurado, mas a Polícia confirma que o número de telefone é o mesmo usado na extorsão ao morador de Esteio.

Já a vítima da operação do mês passado, de Canoas, mostrou os recados enviados pelos presos. “Tenho comigo que para tudo nessa vida tem uma solução, apenas para a morte que não. Vou escancarar para todos os seus conhecidos, tanto no trabalho quanto em sua família.”

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Encontros foram gravados sem o cliente saber. Ele passou a receber, por telefone, ameaças de um homem que alegava ser marido da garota. Dizia ter descoberto os conteúdos no celular da mulher. Em meio às chantagens, enviava as imagens e frisava recém ter deixado o sistema prisional.

Enquanto isso, a garota se passava por vítima. Na tentativa de convencer o cliente a pagar os R$ 7 mil exigidos, entrou em contato com ele e contou que estava sendo ameaçada pelo companheiro. O cliente não teria pago.

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