Houve homenagem prestada em Canoas, nesta quinta-feira (22), por servidores da Guarda Municipal a Cássio Fagundes Laguna, 34 anos, servidor da Guarda Civil de Alvorada morto durante abordagem a um traficante na quarta-feira (21).
Laguna morreu após ser baleado durante uma ação de combate ao tráfico de drogas em Alvorada. Ele integrava a Ronda Ostensiva Municipal (Romu) e estava na função há um ano e um mês até ser atingido por um tiro na Rua Porto Alegre, no bairro Maria Regina.

Foto: VINICIUUS THORMANN/PMC
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Como ato de manifestação, os servidores da Guarda de Canoas percorreram as vias com um buzinaço que chamou a atenção da população da área central. Isso somada à concentração e silêncio solene dos servidores na Praça do Avião.
“É um momento muito triste para toda a família azul-marinho. É um tipo de homenagem que a gente não gosta e nem quer prestar. Como guarda municipal há 22 anos, vejo a dor dos colegas. A gente sabe que está na rua sujeito ao confronto a qualquer momento, mas este tipo de homenagem é algo que dói no coração”, lamentou o secretário adjunto da Segurança, Jonatan Martins.
Na avaliação do secretário Alberto Rocha, o que aconteceu em Alvorada reverbera em Canoas. O servidor confrontou Iago Henrique Soares da Silva, traficante de 29 anos conhecido como GTA, que acabou morto durante o tiroteio.
“Morreu um pai, um marido, um filho, um profissional”, destaca. “Tudo por causa de um traficante, o que nos lembra do risco à vida atrelado ao contrato assinado como servidor da segurança pública. Não está nas entrelinhas. Todos sabem que ele existe.”

Foto: Reprodução/Prefeitura de Alvorada
O secretário diz ser importante continuar trabalhando pela qualificação, equipamentos e proteção dos servidores, de maneira a cercar os servidores de recursos para encarar criminosos.
“Quando um operador da segurança tomba, todos sentimos muito”, observa. “A gente trabalha para que isso nunca aconteça, mas o enfrentamento à violência tem como consequência o risco que correm os profissionais.”