A Secretaria Estadual de Segurança Pública divulgou os indicadores criminais registrados no Estado até o mês de outubro. Os números apresentados representam uma nova marca histórica na queda da violência no Rio Grande do Sul.
O que, segundo o Estado, representa o ano mais seguro da história do RS acaba espelhando os indicadores também de Canoas, que chega a novembro com números de crimes inferiores até mesmo à média vista durante a pandemia, quando parte do Brasil e do mundo parou.

Foto: BRIGADA MILITAR/REPRODUÇÃO
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Conforme as autoridades em segurança pública, Canoas faz hoje parte do rol de cidades consideradas “seguras” perante a Organização das Nações Unidas (ONU), que estabelece como “aceitável” o número de até 10 mortes a cada 100 mil habitantes.
Com 28 mortes registradas de janeiro a outubro, segundo dados da Secretaria do Estado, Canoas está inserida em um contexto de segurança pública que seria inimaginável até 2017, quando a cidade registrava em média 130 assassinatos por ano.
Em números, a redução alcança 47% no comparativo ao mesmo período do ano passado. Os 28 crimes anotados representam uma queda, quase pela metade, se levados em conta os 53 assassinatos anotados até o mesmo período em 2024.
Os dados recém-divulgados pelo Estado também revelam que a cidade chega à marca de quase dois meses sem o registro de um homicídio. A saber, houve 12 assassinatos somente entre setembro e outubro do ano passado.
Comandante do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Canoas, o tenente-coronel Clóvis Ivan Alves salienta que, operacionalmente, a integração com a Polícia Civil e o emprego do efetivo em pontos estratégicos de traficância garantiram ótimos resultados.
“Temos recebido o apoio do Batalhão de Choque e executado ações em parceria com a Polícia Civil”, destaca. “Há o sufocamento da criminalidade, principalmente em áreas conhecidas pelo tráfico de drogas e entorpecentes, que são locais conhecidos por incidência dos crimes.”
Trabalho
À frente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Canoas, a delegada Graziela Zinelli salienta a conclusão do mês de outubro sem nenhum crime contra a vida cometido.
Na avaliação da delegada, operações centradas em grupos criminosos conhecidos por atuar com violência em determinadas áreas se mostraram eficazes no combate à criminalidade.
“A identificação de homicidas, com as prisões preventivas decretadas e mantidas, é fator salutar para a redução dos crimes, ressaltando-se a importante participação do Ministério Público e do Poder Judiciário na comarca”, defende.
O trabalho integrado entre as Polícias Civil, Militar e Penal, com troca de informações periódica, é igualmente apontado como exitoso na prevenção e elucidação dos crimes mais graves, aponta Graziela.
“Com um trabalho sério, técnico e qualificado, a DHPP Canoas segue trabalhando para a manutenção dos índices, os quais se encontram dentro daqueles indicados pela Organização das Nações Unidas de cidade segura”, conclui.
Mais crimes
Além dos crimes contra a vida, outros indicadores considerados importantes em Canoas permanecem reduzindo, conforme os números apontados pelo Estado, embora em menor escala.
Os roubos de veículos caíram 4,13%. Em dez meses, foram 116 crimes, somente cinco a menos que os 121 no período homólogo a 2024.
Já os furtos de veículos observaram redução de 6,25%. Foram 240 veículos levados em 2025 contra os 256 em igual período de 2024.
O número de estelionatos também permanece alto, embora com queda de 5,36%. Houve 3.352 crimes contra os 3.542 anotados de janeiro a outubro do ano passado.