Vidraças estilhaçadas e portões estragados; louça quebrada e comida arremessada no chão; lixeiras destruídas e tinta jogada sobre as paredes. Essa é a realidade encontrada por profissionais de uma escola de Canoas.
Somente no último mês, a Escola Estadual Cônego José Leão Hartmann acabou invadida três vezes. A última aconteceu no começo da madrugada de sábado (6), quando o vandalismo atingiu novamente a instituição.

Foto: Paulo Pires/GES
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Segundo a diretora Catiane Leote, o relacionamento com a comunidade do bairro Guajuviras está ótimo e não há episódios de violência recentes, que pudessem desencadear algum “remorso” contra a escola.
“Quebraram até as canecas dos professores”, lamenta a diretora. “Não levaram nada, porque não queriam pegar nada. É a terceira vez que entram e apenas destroem as coisas, sem razão aparente.”
Vice-diretor da instituição, Eduardo Roani aponta que os atos de vandalismo somam-se, o que preocupa, principalmente, levando em conta que as aulas estão com os dias contados e a escola deve ser fechada.
“A gente se preocupa com como estará a situação da escola no retorno às aulas no próximo ano”, observa. “Porque estão invadindo e não parecem estar preocupados em serem vistos, porque há câmeras na escola.”
Roani observa que há câmeras de segurança bancadas pelo Estado em pontos distintos da instituição. Assim, toda a ação dos invasores acabou registrada e será encaminhada às autoridades.
“Já procuramos a polícia e temos Boletim de Ocorrência”, explica. “Temos as imagens que mostram os meninos na escola. Dá para ver que são crianças entre 8 e 12 anos. No máximo, alguma deve ter 14.”

Foto: Paulo Pires/GES
Mascarado
A diretora aponta que, por meio das imagens, é possível notar que somente uma das crianças está com o rosto coberto por uma camiseta, não sendo possível identificá-la de imediato.
“Há o menino que está mascarado, com uma camiseta sobre a cabeça, mas o restante está de cara limpa”, reforça. “Fico me perguntando: onde estão os pais? Porque entraram na escola à meia-noite e meia.”
Patrulha Escolar
O comando do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM) confirmou que dará atenção ao caso. Isso porque se trata de vandalismo e destruição do patrimônio público, infrações que podem ser atendidas pela Patrulha Escolar.
“Vamos dar toda a atenção que a instituição merece”, afirmou o tenente-coronel Clóvis Ivan Alves. “Neste ano, implantamos duas patrulhas escolares que são bastante atuantes na comunidade escolar.”
Acompanhamento
A 27ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) confirmou estar ciente do caso, passado pela direção da instituição. A Coordenadoria acompanha o caso e, ao que tudo indica, não há alunos envolvidos nos atos de vandalismo.