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INVESTIGAÇÃO

"Queremos justiça": Família de homem morto a facadas em Igrejinha contesta versão da ex-namorada

Micael Douglas Müller, de 28 anos, foi assassinado na madrugada da última terça-feira (10); mulher de 29 anos confessou o crime horas após alegar legítima defesa

Publicado em: 13/06/2025 às 17h:27 Última atualização: 15/06/2025 às 16h:24
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O caso do homem morto a facadas pela ex-namorada na madrugada da última terça-feira (10) em Igrejinha é investigado pela Polícia Civil. A suspeita, por meio de um advogado, procurou as autoridades horas após o crime, e relatou que agiu em legítima defesa. 

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Micael Müller | abc+



Micael Müller

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A versão apresentada pela mulher de 29 anos, contudo, é contestada pela família e pelos amigos de Micael Douglas Müller, 28. De acordo com os parentes, ele morreu após sofrer seis facadas no tórax. Além disso, pertences dele teriam sido roubados do local.

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A irmã da vítima Kelly Müller também questiona a demora da ex-cunhada para buscar ajuda e as autoridades. “Ela [suspeita] demorou oito horas para chamar advogado para apresentar como se fosse legítima defesa, mas ela foi até a casa dele, sendo que tinha medida protetiva só porque não queria ele perto, ela fala nos áudios [enviados à mãe da vítima], não houve agressão e ele nunca foi agressivo”, desabafa a irmã de Müller. “Queremos justiça, apenas isso”, afirma.

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Ao se apresentar à Polícia, a suspeita relatou que o ex enviava mensagens pedindo para conversar, e, em função da insistência, a mulher teria aceitado encontrá-lo. Disse que, durante o diálogo, Müller teria ficado agressivo e proferido ameaças de morte, momento em que teria conseguido pegar uma faca e golpeado o ex-namorado na região esquerda do peito.

Supostas evidências são esclarecidas pela Polícia

A família do morador de Igrejinha afirma que supostas evidências teriam indicado que ele estava deitado quando foi esfaqueado, e que possivelmente não tentou se defender, o que, para eles, poderia indicar que Müller estaria dormindo quando foi atacado.

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Sobre isso, o delegado Ivanir Luiz Moschen Caliari explica que a vítima não estava com vestimentas para dormir. “Roupa normal, inclusive de sair: calça jeans e uma camiseta, inclusive perfurada [pelas facadas], o que não fecha com o indício de que estava dormindo”, detalha Caliari. O delegado ainda conta que todos os golpes no homem morto foram dados pela frente, e que a suspeita apresentava uma lesão nas costas.

Além disso, os parentes indicam a possibilidade de que uma terceira pessoa estaria na casa no momento do crime, o que é descartado pela Polícia Civil. De acordo com  Caliari, imagens de câmeras de segurança da vizinhança mostram a suspeita chegando e saindo sozinha em seu automóvel. Ele salienta que a faca de cozinha usada no homicídio pertencia à vítima e foi entregue pela mulher à Polícia. 

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O corpo de Müller foi encontrado por uma equipe de policiais civis que foram até a casa dele após a ex confessar o crime. Após prestar depoimento na Delegacia de Polícia de Igrejinha, ela foi liberada para responder em liberdade ao inquérito policial.

Áudios para ex-sogra 

O relacionamento entre Müller e a mulher que o matou teria durado cerca de oito meses, segundo Kelly. A relação era considerada conturbada pelas pessoas em torno do ex-casal. No término mais recente, no começo de junho, a mulher registrou ocorrência e obteve medida protetiva concedida. 

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Logo após, ela enviou uma mensagem à ex-sogra. A reportagem teve acesso ao conteúdo nesta sexta-feira (13).

No áudio encaminhado por um aplicativo de mensagens instantâneas, ela diz à mãe de Müller o motivo do término do namoro e do pedido da medida protetiva. 

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“Eu e o Micael não dá certo, né! A gente briga, a gente termina, e ele fica vindo atrás de mim”, disse a mulher no começo do áudio para a ex-sogra. Ela ainda relatou que o ex tinha o hábito de ir até a casa dela, pular o portão e insistir para ela falar com ele.

A mulher ainda dizia que acabava reatando o relacionamento por gostar de Müller. “Ele entra na minha cabeça, eu acabo voltando com ele porque gosto dele. Acho que ele promete que vai mudar, isso e aquilo, entendeu? Agora eu terminei com ele esses dias e peguei, e disse pra ele que se não parasse eu ia pegar e ia lá [na delegacia] e ontem fui lá e fiz uma medida [protetiva]”, disse a acusada à ex-sogra. 

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Ela ainda expôs que não sabia que a medida protetiva tratava-se da Lei Maria da Penha. “Fiz a medida contra ele para não vir aqui em casa incomodar. Vou chamar a polícia e ele vai preso, porque não quero mais ficar com ele, não quero, não quero. Gosto dele, eu acho que ainda amo ele, entendeu? Só que ele me judia demais”, afirmou.

A mulher ainda continuou, dizendo que o ex costuma ofendê-la e fazer ciúmes com outras mulheres. Contudo, amigos afirmaram que no último domingo (8) que ela teria tido um ataque de ciúmes após ver uma foto de Müller com outra mulher nas redes sociais.

Segundo o delegado, o celular dela foi apreendido e será periciado. 

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