Uma série de roubos de cargas na região metropolitana ao longo do ano de 2025 levou a Polícia a investigar uma organização criminosa.

Foto: Polícia Civil
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Nesta quinta-feira (8), a Delegacia de Repressão ao Roubo e Furto de Cargas (DRFC) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) deflagrou a Operação Stagnum. O objetivo da ação é desmantelar o grupo especializado no crime. Foram cumpridas 18 ordens de busca e apreensão em Alvorada, Canoas, Gravataí, São Leopoldo e Balneário Pinhal.
Segundo o delegado André Serrão, titular da Delegacia de Repressão ao Roubo e Furto de Cargas, uma pessoa foi presa em Alvorada. Além disso, foram apreendidas quatro pistolas, uma carabina .22 e duas armas de pressão.
Conforme a Polícia, a quadrilha roubou uma grande quantidade de tintas, que eram transportadas nos caminhões. O principal roubo realizado pela organização aconteceu no dia 7 de novembro, quando quatro caminhões carregados com latas de tinta de uma empresa logística foram subtraídos em Canoas.
O modus operandi da quadrilha chamou a atenção pelo nível de planejamento. Eles foram responsáveis por uma ação coordenada de aproximadamente dez indivíduos encapuzados e armados, rendendo e amarrando os funcionários. A Polícia acredita que os criminosos tinham informações privilegiadas sobre o funcionamento da empresa.
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“As imagens da ação revelaram o uso de diversas empilhadeiras, indicando profissionais hábeis e divisão de tarefas. A carga roubada foi de grande valor, configurando um prejuízo milionário. Parte dela foi posteriormente localizada em um galpão abandonado também no município de Canoas, onde a perícia foi acionada”, destaca o delegado.
Um dos caminhões chegou a retornar vazio à empresa, possivelmente para um novo carregamento, mas foi abandonado, e três outros foram recuperados. Posteriormente, foram identificados dois suspeitos vendendo tintas da mesma marca e do tipo das roubadas em plataformas on-line, como Facebook e OLX, a preços muito abaixo do mercado, e ambos retiraram os anúncios após o início da investigação.
A área da Rua do Açude, em Alvorada, foi identificada como um reduto da organização, associada a um núcleo familiar cujos membros possuem extenso histórico criminal e usam o local como depósito das cargas roubadas.