Se passando pelo patrão, funcionários de empresas da região foram vítimas do golpe do falso executivo.
Uma operação interestadual contra os estelionatários é realizada nesta terça-feira (9).
A batizada Operação Interface leva à cadeia o grupo responsável pelo crime que já causou mais de R$ 190 mil de prejuízo a empresas.

Foto: POLÍCIA CIVIL/REPRODUÇÃO
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A apuração revelou um esquema que se valia de aplicativos de mensagens para operar .
Foi a partir de uma vítima surgida no ano passado em uma empresa de Canoas que os golpes entraram no radar da polícia. A mulher procurou ajuda após ser enganada.
Os criminosos aplicavam golpes corporativos se fazendo passar pelo chefe executivo da funcionária de uma grande empresa multinacional.
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“Como o executivo encontrava-se em viagem e frequentemente e solicitava pagamentos a fornecedores por meio de mensagens, a funcionária não identificou qualquer irregularidade”, explica a delegada Luciane Bertoletti, da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas.
A investigação consequente revelou uma complexa associação criminosa que contava com “conteiros”, pessoas que cedem suas contas bancárias para receber recursos provenientes de crimes.
Segundo a delegada, os criminosos estudam a estrutura das empresas, identificam executivos e funcionários com acesso ao setor financeiro e utilizam fotografias, nomes e informações públicas para criar perfis falsos extremamente convincentes.
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Visando desmantelar o grupo, são cumpridas 87 medidas cautelares, sendo 60 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de prisão nos estados do Mato Grosso e Rio Grande do Norte. Foram 16 presos na ofensiva.
Conforme o diretor da Polícia Civil, o delegado Cristiano Reschke, o patamar de sofisticação dos criminosos deve servir como alerta para que empresas e colaboradores reforcem os cuidados em transações.
“O que testemunhamos nos últimos anos é uma transição alarmante: grupos que antes atuavam em crimes convencionais migraram para o ambiente digital, desenvolvendo uma especialização técnica sem precedentes em estelionatos e extorsões”, adverte.