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Falso executivo

Se passando pelo patrão: Como funciona o golpe que já tirou mais de R$ 190 mil de empresas; há vítimas na região

Operação da Polícia Civil contra o golpe do falso executivo mira estelionatários nesta terça-feira (9)

Publicado em: 09/06/2026 às 09h:31 Última atualização: 09/06/2026 às 11h:12
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Se passando pelo patrão, funcionários de empresas da região foram vítimas do golpe do falso executivo.

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Uma operação interestadual contra os estelionatários é realizada nesta terça-feira (9).

A batizada Operação Interface leva à cadeia o grupo responsável pelo crime que já causou mais de R$ 190 mil de prejuízo a empresas. 

Cartões de operadoras usados pelo acabaram apreendidos na manhã desta terça-feira (9) | abc+



Cartões de operadoras usados pelo acabaram apreendidos na manhã desta terça-feira (9)

Foto: POLÍCIA CIVIL/REPRODUÇÃO

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A apuração revelou um esquema que se valia de aplicativos de mensagens para operar .

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Foi a partir de uma vítima surgida no ano passado em uma empresa de Canoas que os golpes entraram no radar da polícia. A mulher procurou ajuda após ser enganada.

Os criminosos aplicavam golpes corporativos se fazendo passar pelo chefe executivo da funcionária de uma grande empresa multinacional.

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“Como o executivo encontrava-se em viagem e frequentemente e solicitava pagamentos a fornecedores por meio de mensagens, a funcionária não identificou qualquer irregularidade”, explica a delegada Luciane Bertoletti, da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas.

A investigação consequente revelou uma complexa associação criminosa que contava com “conteiros”, pessoas que cedem suas contas bancárias para receber recursos provenientes de crimes.

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Segundo a delegada, os criminosos estudam a estrutura das empresas, identificam executivos e funcionários com acesso ao setor financeiro e utilizam fotografias, nomes e informações públicas para criar perfis falsos extremamente convincentes.

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Visando desmantelar o grupo, são cumpridas 87 medidas cautelares, sendo 60 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de prisão nos estados do Mato Grosso e Rio Grande do Norte. Foram 16 presos na ofensiva. 

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Conforme o diretor da Polícia Civil, o delegado Cristiano Reschke, o patamar de sofisticação dos criminosos deve servir como alerta para que empresas e colaboradores reforcem os cuidados em transações.

“O que testemunhamos nos últimos anos é uma transição alarmante: grupos que antes atuavam em crimes convencionais migraram para o ambiente digital, desenvolvendo uma especialização técnica sem precedentes em estelionatos e extorsões”, adverte.

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