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OPERAÇÃO LAMAÇAL

Secretário do governo do RS e ex-prefeito de cidade atingida pela enchente é investigado pela PF por desvio de dinheiro

Valor total dos dois contratos, inicialmente levantados no curso do inquérito policial, somam aproximadamente R$ 120 milhões

Publicado em: 11/11/2025 às 09h:21 Última atualização: 11/11/2025 às 09h:44
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A Polícia Federal cumpre 35 mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (11) em diferentes cidades do Rio Grande do Sul. A Operação Lamaçal investiga desvio de verbas públicas destinadas ao apoio de vítimas da enchente de 2024 em Lajeado, no Vale do Taquari. 

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O secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do governo do Estado, Marcelo Caumo, é um dos alvos. Ele foi prefeito de Lajeado entre 2017 e 2023. Segundo a PF, os crimes apurados envolvem desvio de recursos do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) repassados à administração municipal do município no ano passado, em razão da enchente ocorrida no mês de maio.

Secretário do governo do RS e ex-prefeito de cidade atingida pela enchente é investigado pela PF
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Além das buscas, foi feito o sequestro de 10 veículos e bloqueio de ativos no montante aproximado de até R$ 4,5 milhões. As buscas ocorreram em Lajeado, Muçum, Encantado, Garibaldi, Guaporé, Carlos Barbosa, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Porto Alegre.

A PF identificou irregularidades em licitações da prefeitura de Lajeado para contratação de empresa de prestação de serviços terceirizados de psicólogo, assistente social, educador social, auxiliar administrativo e motorista.

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A dispensa da licitação foi realizada com a justificativa do estado de calamidade pública declarado pelo município em 2024. De acordo com a PF, há indícios de que a contratação direta da empresa investigada tenha ocorrido sem observância da proposta mais vantajosa e os valores contratados estariam acima do valor de mercado.

O valor total dos dois contratos, inicialmente levantados no curso do inquérito policial, somam aproximadamente R$ 120 milhões.

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Os investigados poderão responder pelos crimes de desvio de verbas públicas, crimes em licitações e contratos administrativos, bem como por lavagem de capitais.

A reportagem não localizou a defesa de Marcelo Caumo. O espaço segue aberto para manifestação.

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