O homem que foi encontrado morto e teve o corpo carbonizado ao lado de um veículo incendiado na quarta-feira (5), em São Leopoldo, teria sido sequestrado momentos antes por criminosos que se passaram por policiais. A vítima, de 32 anos, teria sido raptada de um pavilhão comercial no bairro Campina e levada até um beco da Avenida Thomas Edison, no bairro São Miguel, onde foi executada a tiros.
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Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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A informação sobre o sequestro chegou ao conhecimento da Polícia Civil através dos familiares da vítima, que procuraram a Delegacia de Pronto Atendimento de São Leopoldo (DPPA) de São Leopoldo para denunciar o caso. No momento em que relataram o desaparecimento do homem, os policiais já registravam a ocorrência do homicídio no bairro São Miguel, o que levou as autoridades a conectarem os casos.
Apesar disso, a Polícia diz que só pode confirmar se o homem sequestrado é de fato a vítima carbonizada após a conclusão dos exames periciais. As autoridades seguem investigando o caso para identificar os autores do crime e a motivação da execução.
Sequestro por falsos policiais
O crime começou no bairro Campina, onde a vítima estava em um pavilhão comercial, localizado a cerca de 50 metros da BR-116. Segundo os familiares, um grupo de homens se passando por policiais invadiu o local simulando uma operação. Eles renderam o homem e o algemaram, depois o colocaram em um Nissan Sentra branco, um veículo discreto que mais tarde foi encontrado carbonizado no mesmo local onde o corpo foi deixado. O carro estava em situação de roubo.
Do local onde a vítima foi raptada até o ponto em que o cadáver foi localizado dá uma distância de 2,7 quilômetros, que pode ser percorrida em menos de 5 minutos de carro.
Desde o momento do sequestro, a vítima não entrou mais em contato com a família, reforçando a hipótese de que o corpo é o do homem raptado no bairro Campina.