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Barbárie

O que aconteceu com serial killer e comparsa que esquartejaram detento de Novo Hamburgo na Pecan

Lucas Iago Rodrigues Fogaça, 25 anos, cumpria pena por roubo, quando foi brutalmente assassinado, em 2020

Publicado em: 26/03/2025 às 09h:29 Última atualização: 26/03/2025 às 10h:33
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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) divulgou, no começo da noite desta terça-feira (25), a condenação garantida pelo Tribunal do Júri de Canoas, de dois homens culpados por matar e esquartejar um homem no Complexo Prisional de Canoas.

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Crime brutal cometido no Complexo Prisional de Canoas reacendeu o debate sobre a segurança prisional, em plena pandemia, em 2020



Crime brutal cometido no Complexo Prisional de Canoas reacendeu o debate sobre a segurança prisional, em plena pandemia, em 2020

Foto: PAULO PIRES/GES

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O caso foi relevado na manhã do dia 8 de setembro de 2020. Natural de Novo Hamburgo, Lucas Iago Rodrigues Fogaça, 25 anos, cumpria pena por roubo na Pecan III, quando acabou espancado e asfixiado até a morte. Posteriormente, teve o corpo desmembrado com uma faca artesanal.

A lembrar, a investigação da Polícia Civil revelou na época que pedaços do cadáver acabaram sendo colocados em pequenas sacolas de supermercado, que posteriormente foram penduradas nas celas da penitenciária. A vítima, apontou a Polícia, não tinha ligação com facções criminosas.

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O principal envolvido no caso recebeu uma pena de 33 anos de prisão e o outro de 24 anos de reclusão. Os réus foram condenados por homicídio triplamente qualificado, conforme pedido dos promotores de Justiça Rafael Russomanno Gonçalves, Lívia Menezes Simão e Marcelo Brito da Costa Honorato Santos.

Segundo o MPRS, as qualificadoras consideradas pela Justiça para a execução da pena foram: motivo fútil, devido a desentendimentos anteriores entre eles; meio cruel, no caso, asfixia; e recurso que dificultou a defesa da vítima, já que estavam em maior número.

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Além do assassinato da vítima, o principal réu foi condenado por vilipêndio a cadáver, aponta o MP. O crime consiste em desrespeitar, humilhar ou ofender o corpo ou as cinzas de uma pessoa morta. Neste caso, o fato da vítima ter sido esquartejada após o assassinato.

Conforme o promotor Rafael Russomanno Gonçalves, o criminoso ostentava o fato de ser um assassino em série. “Ele se autodeclarava serial killer, tendo respondido a dez processos por homicídio, mas afirmando ter matado mais de 30 pessoas”, explicou.

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Impacto

O caso, quando divulgado, em plena pandemia, causou impacto na Segurança Pública do Estado. Isso porque acabou escancarando a presença de criminosos de alta periculosidade e facções no Complexo de Canoas.

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seapen) lamentou o crime e chegou a divulgar na época que investigaria a falha cometida na segurança, no entanto, não houve posterior divulgação da apuração.

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O crime também levantou apontamentos de que o número de servidores à disposição da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) no Complexo Prisional de Canoas estava muito abaixo do que deveria, algo que o Estado negou. 

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