O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) divulgou, no começo da noite desta terça-feira (25), a condenação garantida pelo Tribunal do Júri de Canoas, de dois homens culpados por matar e esquartejar um homem no Complexo Prisional de Canoas.

Foto: PAULO PIRES/GES
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O caso foi relevado na manhã do dia 8 de setembro de 2020. Natural de Novo Hamburgo, Lucas Iago Rodrigues Fogaça, 25 anos, cumpria pena por roubo na Pecan III, quando acabou espancado e asfixiado até a morte. Posteriormente, teve o corpo desmembrado com uma faca artesanal.
A lembrar, a investigação da Polícia Civil revelou na época que pedaços do cadáver acabaram sendo colocados em pequenas sacolas de supermercado, que posteriormente foram penduradas nas celas da penitenciária. A vítima, apontou a Polícia, não tinha ligação com facções criminosas.
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O principal envolvido no caso recebeu uma pena de 33 anos de prisão e o outro de 24 anos de reclusão. Os réus foram condenados por homicídio triplamente qualificado, conforme pedido dos promotores de Justiça Rafael Russomanno Gonçalves, Lívia Menezes Simão e Marcelo Brito da Costa Honorato Santos.
Segundo o MPRS, as qualificadoras consideradas pela Justiça para a execução da pena foram: motivo fútil, devido a desentendimentos anteriores entre eles; meio cruel, no caso, asfixia; e recurso que dificultou a defesa da vítima, já que estavam em maior número.
Além do assassinato da vítima, o principal réu foi condenado por vilipêndio a cadáver, aponta o MP. O crime consiste em desrespeitar, humilhar ou ofender o corpo ou as cinzas de uma pessoa morta. Neste caso, o fato da vítima ter sido esquartejada após o assassinato.
Conforme o promotor Rafael Russomanno Gonçalves, o criminoso ostentava o fato de ser um assassino em série. “Ele se autodeclarava serial killer, tendo respondido a dez processos por homicídio, mas afirmando ter matado mais de 30 pessoas”, explicou.
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Impacto
O caso, quando divulgado, em plena pandemia, causou impacto na Segurança Pública do Estado. Isso porque acabou escancarando a presença de criminosos de alta periculosidade e facções no Complexo de Canoas.
A Secretaria de Administração Penitenciária (Seapen) lamentou o crime e chegou a divulgar na época que investigaria a falha cometida na segurança, no entanto, não houve posterior divulgação da apuração.
O crime também levantou apontamentos de que o número de servidores à disposição da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) no Complexo Prisional de Canoas estava muito abaixo do que deveria, algo que o Estado negou.