Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado (Gaeco/MPRS) cumpriu mandados nas cidades de Igrejinha e Parobé, no Vale do Paranhana, nesta terça-feira (28). Duas residências foram alvos de mandados de busca e apreensão nesta manhã.
Além disso, outras duas ordens foram cumpridas nona Penitenciária Estadual de Jacuí (PEJ), em Charqueadas.

Foto: MPRS
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A Operação Cibermadilha investiga extorsões através do golpe dos nudes. Até o momento, duas vítimas já foram identificadas: um servidor público e uma autoridade que atua na área criminal do RS.
Segundo a promotora de Justiça Maristela Schneider, o caso teve início no começo deste mês, após denúncia de uma das vítimas, que foi abordada por uma mulher em aplicativo de relacionamentos. Após a troca de mensagens íntimas e envio de fotos, o homem passou a ser ameaçado, inclusive com o envio de imagens de seus familiares, obtidas em redes sociais. Os criminosos mencionaram nomes e enviaram fotografias de parentes, em uma tentativa de intimidação.
Grupo se diferencia de outras quadrilhas
Diferentemente de outras quadrilhas que aplicam o mesmo golpe, o grupo investigado não se passou por autoridades nem exigiu valores específicos, mas manteve pressão psicológica constante sobre as vítimas.
Além dos mandados de busca, o MPRS obteve na Justiça o bloqueio de contas bancárias e chaves Pix, além do afastamento de sigilos bancário e telemático dos investigados.
“Os valores extorquidos e demais elementos financeiros serão apurados a partir da análise dos materiais apreendidos. Já identificamos quatro criminosos envolvidos, dois deles atuando de dentro do sistema penitenciário”, afirmou a promotora.