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VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Sobe para 37 o número de denúncias contra médico suspeito de crimes sexuais em Taquara

Cardiologista Daniel Pereira Kollet está preso desde 30 de março

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Publicado em: 09/04/2026 às 17h:06 Última atualização: 09/04/2026 às 18h:03
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*Alerta: Esta reportagem aborda violência contra a mulher. Se você é sensível ao tema, a matéria pode despertar gatilhos. Veja abaixo como denunciar.

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Já são 37 o número de vítimas do médico cardiologista suspeito de crimes sexuais contra pacientes em seu consultório, em Taquara, até esta quinta-feira (9). De acordo com a Polícia Civil, este é o total de mulheres que já registraram ocorrência contra Daniel Pereira Kollet, preso preventivamente desde 30 de março.

Médico foi preso no seu consultório, em Taquara | abc+



Médico foi preso no seu consultório, em Taquara

Foto: Polícia Civil

Conforme o delegado Valeriano Garcia Neto, titular da Delegacia de Polícia Civil de Taquara, as vítimas seriam entre pacientes e funcionárias do médico. Os relatos das vítimas indicam crimes de estupro, estupro de vulnerável, importunação sexual e violação sexual mediante fraude. 

LEIA TAMBÉM: “Temos relato de estupro dentro do consultório”, diz delegado sobre novas denúncias contra médico acusado de crimes sexuais

Na quarta-feira (8), a Polícia Civil deu andamento às investigações, com uma operação de busca e apreensão em endereços ligados a Kollet. Foram apreendidos itens como celulares, pen drives e computadores. 

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Além disso, denúncias anônimas sobre o caso, e depoimentos de possíveis vítimas podem ser feitos através do WhatsApp (51) 98443-3481.

O que diz a defesa

A defesa de Daniel Pereira Kollet não retornou o mais recente contato feito pela reportagem do ABCmais. Em 30 de março, o advogado Rômulo Campana disse que seu cliente nega todas as acusações. “Trata-se de médico há quase 30 anos, com conduta ilibada, cuja atuação profissional sempre foi pautada pela ética, responsabilidade e compromisso com a saúde de seus pacientes.”

Daniel Pereira Kollet, de 55 anos, está preso preventivamente no Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), em Porto Alegre. 

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"Silêncio aprisiona. Informação liberta" é a nova campanha do Grupo Sinos | abc+



“Silêncio aprisiona. Informação liberta” é a nova campanha do Grupo Sinos

Foto: Grupo Sinos

Onde pedir ajuda em casos de violência contra a mulher

Brigada Militar – 190
Deve ser acionada imediatamente em situações de violência em andamento. Atendimento 24 horas em todo o Estado.

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Polícia Civil
A vítima pode registrar ocorrência preferencialmente em uma Delegacia da Mulher ou em qualquer Delegacia de Polícia. Também é possível solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

Delegacia on-line
Permite o registro de ocorrência e a solicitação de medidas protetivas de urgência pela internet, sem necessidade de deslocamento.

Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Recebe denúncias, orienta sobre direitos e encaminha para a rede de atendimento. A ligação pode ser anônima.

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Ministério Público do Rio Grande do Sul
Atende vítimas em suas Promotorias de Justiça e oferece canais de atendimento virtual.

Defensoria Pública – 0800 644 5556
Presta orientação jurídica gratuita às vítimas.

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Centros de Referência de Atendimento à Mulher
Oferecem acolhimento psicológico e social, além de orientação e encaminhamento jurídico.

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