O caso do sobrinho denunciado por matar o tio e atear fogo na casa após roubar objetos do local segue tramitando na Justiça. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Wilhan Felipe Zilli, de 34 anos, matou o tio, Antônio Carlos de Mello, 47, no dia 16 de setembro do ano passado na Rua Condé de Figueira, no bairro Operário, em Novo Hamburgo.

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Em uma das últimas movimentações do processo, que corre na 2ª Vara Criminal da Comarca de Novo Hamburgo, o juiz Guilherme Machado da Silva concordou que Zilli seja submetido a exame de insanidade mental.
“Diante do relatado pelas testemunhas já ouvidas e das circunstâncias excepcionais do caso, defiro o pedido de instauração de incidente de insanidade mental”, escreveu o magistrado. O pedido foi formulado pela Defensoria Pública, que atua na defesa do acusado.
Na próxima segunda-feira (7), a partir das 13h30, será realizada a terceira audiência do caso, no Fórum de Novo Hamburgo, quando a testemunhas devem ser ouvidas.
Justiça já negou três pedidos de liberdade
No mesmo despacho em que determinou o exame, o juiz também negou um novo pedido de liberdade feito pela defesa. Além deste, outros dois foram rejeitados pela Justiça — um logo no início da tramitação do processo, em fevereiro, e outro mais recente, no início do mês passado.
“Não há que se falar em excesso de prazo, haja vista que o prazo da prisão preventiva do réu não se afigura desproporcional, considerando a excepcional gravidade do crime imputado (incêndio na residência onde seu tio estava, matando-o, a fim de subtrair bens). Além disso, não foram apresentados novos elementos que alterem o contexto fático já examinado, permanecendo hígidos os fundamentos da prisão preventiva”, escreveu o juiz na decisão, datada de 6 de junho.
Sobrinho foi flagrado por câmeras de segurança
Wilhan Felipe Zilli está preso preventivamente desde 11 de dezembro do ano passado, após quase três meses foragido. Ele foi capturado por uma guarnição da Brigada Militar no bairro Rincão dos Ilhéus, em Estância Velha, durante uma abordagem de rotina.

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Imagens de câmeras de segurança foram determinantes para a Polícia relacionar o sobrinho à morte do aposentado Antônio Carlos de Mello. Os registros mostram Zilli deixando o imóvel da vítima minutos antes de as chamas começarem. Em uma das gravações, ele aparece carregando um objeto coberto por panos e, em outro momento, usando boné e mochila.