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Sócio de escritório investigado por fraude assumiu mais de 200 multas de clientes no RS

Suspeito é proprietário de um escritório em cidade da região que foi alvo de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (13)

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 13/03/2025 às 11h:16 Última atualização: 13/03/2025 às 11h:16
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Um dos sócios de um escritório investigado por fraudes na anulação de multas de trânsito assumiu, sozinho, mais de 200 infrações de clientes para livrá-los das penalidades.

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A informação foi revelada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que há mais de um ano investiga o esquema criminoso. O suspeito é proprietário de um escritório no Centro de Sapiranga, que foi alvo de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (13).

Grupo criminoso cobra até R$ 3 mil para eliminar pontos na CNH no RS e é alvo de operação do Ministério Público  | abc+



Grupo criminoso cobra até R$ 3 mil para eliminar pontos na CNH no RS e é alvo de operação do Ministério Público

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

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De acordo com o promotor Mauro Rockenbach, responsável pelo caso, o investigado transferia para si as pontuações de motoristas autuados, permitindo que os clientes continuassem dirigindo sem restrições.

O promotor não detalhou como essa informação foi obtida, mas a reportagem apurou que o próprio suspeito confessou a fraude a um cliente, sem saber que a conversa estava sendo monitorada por escutas telefônicas autorizadas pela Justiça.

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O grupo criminoso utilizava duas principais formas de fraude para burlar o sistema de fiscalização de trânsito. A primeira consistia na transferência de pontos para terceiros. Motoristas que recebiam multas pagavam R$ 300 por ação para que seus pontos fossem repassados a outras pessoas.

Além do próprio sócio do escritório, outras pessoas eram cooptadas para o esquema, aceitando assumir pontos de motoristas infratores em troca de dinheiro.

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A segunda forma de fraude envolvia a transferência irregular da CNH dos clientes para outros estados, especialmente Santa Catarina. Os escritórios providenciavam comprovantes de residência falsos para viabilizar essa mudança de Estado.

 

 

Devido a uma falha na integração entre os sistemas dos Detrans do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, a pontuação do motorista não era transferida junto com o documento, fazendo com que a CNH saísse zerada, por isso, a operação foi batizada de Zero Pontos. Para esse serviço, os criminosos cobravam valores a partir de R$ 3 mil.

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A Operação Zero Pontos cumpre mandados de busca e apreensão em quatro escritórios autônomos suspeitos de envolvimento no esquema. Os alvos estão localizados em Sapiranga, na Rua Padre Reus, em São Leopoldo, na Rua Bento Gonçalves, além de endereços em Viamão e Pelotas.

Até o momento, oito pessoas são investigadas, sendo três em Sapiranga, duas em São Leopoldo, duas em Viamão e uma em Pelotas.

A investigação segue em andamento para identificar outros envolvidos e dimensionar os prejuízos causados pelo esquema. Não há pessoas presas até o momento, mas documentos, computadores e aparelhos celulares foram apreendidos.

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