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AGIOTAGEM E TORTURA

Suspeitos que "caçavam" devedores e ofereciam recompensa a quem desse pistas são investigados pela Polícia Civil

Ao todo, 15 pessoas foram presas na operação desta quinta-feira (10) em oito cidades gaúchas

Publicado em: 10/04/2025 às 11h:43 Última atualização: 10/04/2025 às 17h:23
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A Polícia Civil fez uma operação na manhã desta quinta-feira (10) contra crimes de agiotagem, extorsão, tortura e lavagem de dinheiro. Mais de 40 pessoas, físicas e jurídicas, são integrantes da organização criminosa. Conforme a Polícia, eles “caçavam” os clientes que deviam empréstimos. O grupo usava anúncios em aplicativos de mensagem e ofertava recompensas para quem fornecesse informações sobre o paradeiro de determinadas pessoas.

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Suspeitos que "caçavam" devedores e ofereciam recompensa a quem desse pistas são investigados pela Polícia Civil | abc+



Suspeitos que “caçavam” devedores e ofereciam recompensa a quem desse pistas são investigados pela Polícia Civil

Foto: Polícia Civil

Ao todo, 15 pessoas foram presas nesta quinta. As ordens judiciais foram cumpridos em oito cidades: Porto Alegre, Alvorada, Gravataí, Tramandaí, Viamão, Cachoeirinha, Canoas e Guaíba. Foram cumpridos 18 mandados de prisão preventiva, 54 mandados de busca e apreensão, 96 sequestros de bens móveis, sequestro de embarcação, 22 cautelares de sequestro de bens imóveis e indisponibilidade e 41 bloqueios de ativos em contas bancárias.

Entre as apreensões estão veículos, quatro embarcações, R$ 170 mil, eletrônicos e 10 imóveis.

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Investigação

A Operação Sísifo foi deflagrada pela 1ª Delegacia de Polícia de Repressão a Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC). A investigação começou em janeiro de 2023, quando ocorreu um furto em uma agência bancária no Rio Grande do Sul. Na ocasião, foram levados mais de R$ 500 mil.

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A apuração encontrou indícios de que o crime havia sido cometido por integrantes de uma organização criminosa que praticava crimes de extorsão, tortura e lavagem de capitais.

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Quando o grupo fazia empréstimos e os devedores não pagavam, a Polícia diz que os integrantes “caçavam” as vítimas. Após localizarem, eles agiam com agressões psicológicas e até mesmo físicas, configurando o crime de tortura. As agressões eram filmadas para coagir outros devedores, caso estivessem inadimplentes com os criminosos.

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Grupo movimentou R$ 40 milhões

Segundo a investigação, o grupo movimentou, por meio de diversas contas bancárias, mais de R$ 40 milhões nos últimos anos. Eles também usavam uma empresa produtora de eventos para lavagem de dinheiro.

O grupo usava anúncios em aplicativos para “caçar” os clientes que deviam empréstimos
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