O caso do policial militar que sacou uma arma contra um grupo na pista de skate do Parque Centenário, em Montenegro, segue repercutindo nas redes sociais. A atitude foi registrada na última terça (13), por volta das 19h30.
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Foto: Reprodução/Redes sociais
A reportagem apurou que o homem é integrante do Batalhão de Choque da Brigada Militar, lotado em Porto Alegre. Tanto ele quando a companheira alegaram que a mulher teria sido assediada pelo grupo – composto por jovens, a partir de 12 anos, e adultos, entre skatistas e simpatizantes –, o que inclusive consta no boletim de ocorrência.
No entanto, a Associação de Skateboard da cidade emitiu uma nota de repúdio no dia seguinte, afirmando que a versão dada pelo casal “foi refutada pelos presentes no local e por membros da associação que lá estavam.”
Segundo o presidente Jeferson Pinheiro, a atitude também foi presenciada por famílias e crianças que estavam no entorno da pista.
Nesta sexta (16), o ABCmais teve acesso a novas imagens do ocorrido. No vídeo, é possível ouvir o diálogo entre o grupo e o PM. (veja abaixo)
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O que mostra o vídeo
O policial se aproxima dos skatistas e simpatizantes já com a arma na mão direita. Fala um palavrão e recebe como resposta: “Ninguém ‘tá’ olhando ninguém”, diz um dos jovens, que próximo a grade que separa o PM dos demais.
O homem chega a se afastar, mas retorna ao ouvir um “‘tá’ errado, pai”, no que responde: “‘Tá’ errado o quê? Fala de novo aí. O que tu falou, meu? Desce aí.”
Enquanto se aproxima novamente, é possível ouvir vozes diferentes dizendo “mas ninguém fez nada ‘pra’ ti”, “ninguém fez nada” e “ninguém fez nada, irmão”.
Quando um dos rapazes cita uma das câmeras do local, o PM chega a provocar: “Chama a câmera, chama a câmera.”
Na sequência, coloca a arma embaixo do braço esquerdo e, com a mão livre, tenta tirar o celular do responsável pela filmagem, mas se afasta após um dos integrantes do grupo avisar, novamente, que o espaço era monitorado por vídeo.
Investigação
A Polícia Civil busca apurar informações para identificar se houve assédio contra a companheira do PM na data do ocorrido, já que o casal registrou boletim de ocorrência.
O grupo não procurou a Civil, mas fez uma denúncia diretamente na Corregedoria-Geral da Brigada Militar. A corporação informou que já foi instaurado procedimento para verificar as circunstâncias do ocorrido.