Férias escolares costumam ser sinônimo de crianças mais livres e soltas. O mesmo pode-se dizer a respeito do carnaval. Por isso, o governo federal acaba de lançar uma campanha com importante alerta a pais responsáveis.
A campanha “Pule, Brinque e Cuide” visa os cuidados necessários diante do aumento, na casa de 20% no Brasil, de crimes sexuais cometidos contra crianças e adolescentes durante o período.

Foto: POLÍCIA CIVIL/DIVULGAÇÃO
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A ação fortalece a responsabilidade coletiva na prevenção e no enfrentamento de violações de direitos, como o abuso e a exploração sexual infantil e outras situações de vulnerabilidade durante os eventos.
Bem longe de Brasília, aqui mesmo em Canoas, a preocupação é a mesma, confirma o delegado Maurício Barison, que responde pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Canoas.
Segundo o delegado, o período é mesmo de aumento de denúncias devido às festas de final de ano, férias e o popular carnaval. Isso porque a interação entre parentes é maior e predadores sexuais costumam se valer da oportunidade.
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“A criança é levada até a casa de um tio ou mesmo o parente chega para uma visita acima de qualquer suspeita, mas com a intenção de praticar o abuso”, explica. “Acontece anualmente esse tipo de ocorrência.”
Conforme o delegado, é preciso manter a atenção e garantir a proteção necessária, especialmente a crianças menores, não deixando-as sozinhas para que não virem presa de criminosos contumazes.
“Não dá para deixar a criança circulando sem nenhum acompanhamento”, adverte. “Também é importante saber com quem ela está conversando e por quê? São cuidados básicos, mas importantes em qualquer época. Todo cuidado é pouco.”

Foto: Paulo Pires/GES
Menor que escapou do estuprador
Na semana passada, a tentativa de estupro de um menor por pouco não acabou em morte no bairro Guajuviras, após um homem ter levado um adolescente até seu apartamento para abusá-lo.
O jovem correu e contou à mãe, que, revoltada, comentou com vizinhos. Eles invadiram o apartamento do suspeito e o espancaram antes da chegada da Brigada Militar para levá-lo à cadeia.
“Ela contou sem a intenção de nada, porque já havia chamado a polícia e informado o crime”, explica o delegado. “Então, os vizinhos decidiram espancar o suspeito ao saberem do crime.”
Segundo o delegado, diante do surgimento deste tipo de caso, o ideal é avisar as autoridades de imediato por meio dos canais de denúncia. Isso porque o suspeito poderia tentar abusar de outra criança.
“Não dá para fazer silêncio diante deste tipo de crime”, reforça. “É preciso denunciar o mais depressa possível para que a polícia possa agir, porque há abusadores que se beneficiam do silêncio das vítimas para continuar cometendo crimes.”
Canais de denúncias:
WhatsApp: (51) 98459-0259
Linha direta: (51) 3425-9056