Quase três meses após o acidente envolvendo o ônibus que atingiu um pai, uma filha e uma casa no bairro Vargas, em Sapucaia do Sul, a polícia ainda permanece sem respostas a respeito da perícia realizada pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) no veículo, que pertencia à empresa Janis Transportes.
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O acidente ocorreu no dia 24 de março e levou a óbito o servidor público Toni Vanderlei de Souza, de 62 anos, e sua filha Emanuelly de Souza, de 5. Em depoimento à polícia civil na data da ocorrência, o motorista alegou estar fora do veículo, aguardando um passageiro, ao que ouviu um “barulho de ar”. Nesse momento, ele teria visto o ônibus descer a rua e tentado segurá-lo pelo pára-choque antes de cair e gritar para que os pedestres se afastassem.

Procurado pela reportagem na tarde desta segunda-feira (16), o delegado da Polícia Civil de Sapucaia do Sul, Marco Guns, afirma que o laudo está em elaboração. “Já deveria estar pronto. Hoje mesmo vamos oficiar pedindo urgência no encaminhamento.”
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Também questionado, o IGP respondeu, por meio de assessoria, que ainda não há previsão para a liberação do laudo – embora tenha dito, na sexta-feira (13), que seria liberado nesta segunda (16). A reportagem também perguntou o motivo da demora na elaboração do documento, mas não obteve retorno até o horário de fechamento deste texto.
Dois acidentes em menos de 20 dias e apenas um com laudo entregue
Também no mês de março, no dia 6, o município teve o caso de um ônibus desgovernado que atingiu duas mulheres na Avenida Sapucaia do Sul, entre as estações Luiz Pasteur e Sapucaia. Rosimeri Feiber da Silva, 50 anos, ficou presa às ferragens e acabou falecendo. A outra vítima, Paula Grossla Foss, de 34 anos, ficou ferida e foi liberada após 13 dias internada no Hospital Municipal Getúlio Vargas. No dia 16 de maio, a polícia informou que o condutor foi indiciado por homicídio culposo.