Três acusados de envolvimento em uma emboscada que resultou na morte de um policial penal em Montenegro retornam ao Tribunal do Júri nesta quarta-feira (9). De acordo com o Ministério Público (MP), eles integravam um grupo criminoso que resgatou dois apenados durante comboio em uma estrada do município do Vale do Caí. O crime aconteceu em janeiro de 2005.
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Na ocasião, os agentes levavam dois presidiários a um hospital após uma suposta briga entre internos. No caminho, o comboio foi surpreendido por um ataque de criminosos, com a intenção de resgatar dois apenados. Houve troca de tiros e o policial penal Jair Fiorin, de 32 anos, foi baleado e morreu logo após dar entrada no hospital.
Os réus que vão a júri nesta quarta respondem por homicídio qualificado por motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima, assegurar impunidade de outro delito, além de outros crimes conexos, como roubos, formação de quadrilha e cárcere privado.
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Em 2013, o trio chegou a ser condenado, mas o julgamento foi anulado após “manobra ilegal da defesa”, segundo os promotores do MP Caio Isola de Aro e Valério Cogo, que foram designados pelo Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ) para atuar em plenário.
De acordo com o MP, também em 2013, mas em outros julgamentos, o líder do grupo criminoso, que foi resgatado, e um comparsa dele, que comandou o grupo do lado de fora da penitenciária, foram condenados.
Homenagem ao policial
Em homenagem ao agente, em maio de 2010 o local onde ele trabalhava em Montenegro passou a se chamar Penitenciária Estadual Modulada Agente Penitenciário Jair Fiorin.