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VÍDEO: "É uma covardia enorme, são adultos batendo em uma adolescente", diz mãe de menina pisoteada por homem em festa junina de escola

Adolescente foi uma das vítimas da confusão registrada no último sábado no bairro Canudos, em Novo Hamburgo

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 29/06/2026 às 17h:15 Última atualização: 29/06/2026 às 17h:16
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O sentimento de dor, revolta e impotência tomou conta da auxiliar de cozinha, de 38 anos, mãe de uma das adolescentes de 13 anos agredidas durante a festa junina da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Martha Wartenberg, no bairro Canudos, em Novo Hamburgo. A mulher aceitou falar com a reportagem de ABCmais, mas pediu para não ser identificada para preservar a identidade da filha.

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Mãe segura a mão da filha | abc+



Mãe segura a mão da filha

Foto: Isaías Rheinheimer/GES Especial

A adolescente foi uma das vítimas da confusão registrada no último sábado (27). Imagens gravadas por pessoas que acompanhavam o evento mostram que, após uma briga iniciada entre adolescentes, a menina é derrubada no chão e tem a cabeça pisoteada por pelo menos três golpes desferidos por um homem adulto.

Briga em festa junina de escola termina com homem pisoteando cabeça de menina em Novo Hamburgo

“A gente acha que os filhos estão seguros e não estão”

É uma covardia enorme, porque são adultos batendo em uma adolescente. E eu, como mãe, nem eu bato na minha filha. É uma covardia e uma injustiça muito grande”, desabafa.

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Segundo a mãe, a confusão começou por uma situação considerada fútil. Uma adolescente de 16 anos teria implicado com sua filha, alegando que ela teria olhado “com cara feia” para ela. A discussão acabou envolvendo uma segunda adolescente de 13 anos, amiga da primeira. As duas foram agredidas pela adolescente mais velha e por familiares dela, dois homens e uma mulher.

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A mãe conta que soube da agressão ainda na noite de sábado, quando a filha voltou para casa. “Assim que elas chegaram, já me contaram o que tinha acontecido. Depois comecei a receber os vídeos. E ainda teve gente mandando vídeos rindo porque ela tinha apanhado de adultos e dizendo que a gente não podia fazer nada”, relata.

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Ela afirma que reviver a cena por meio das imagens foi uma das experiências mais difíceis desde o ocorrido. “O sentimento é de dor, de impotência. Acho que toda mãe e todo pai entendem essa dor de ver um filho sendo machucado por outra pessoa”, afirma.

Além da violência sofrida pela filha, a mãe diz que se sentiu ainda mais abalada pelo fato de o episódio ter acontecido em frente a uma escola, local onde imaginava que a adolescente estivesse protegida. “É complicado porque foi na frente da escola. A gente acha que os filhos estão seguros e não estão. A gente cria os filhos com carinho e com amor para alguém vir e machucar. Era uma briga de adolescentes, e os adultos não deveriam ter tomado essa atitude”, lamenta.

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Mãe de adolescente agredida em festa junina de escola fala pela primeira vez sobre o caso

Família diz que ainda não foi procurada

Nesta segunda-feira (29), a Secretaria Municipal de Educação (SMED) informou, por meio da assessoria de imprensa, que lamenta o episódio, que a direção da escola acionou imediatamente a Guarda Municipal e que acompanha o caso, prestando apoio à estudante envolvida. A pasta também anunciou que fará uma reunião com os diretores das escolas da rede para revisar os protocolos de segurança em eventos abertos ao público.

Apesar da manifestação oficial, a mãe afirma que, até o momento, ninguém da Prefeitura, da Secretaria de Educação, da escola ou das autoridades policiais havia procurado a família.

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“Nem mesmo a escola entrou em contato. Esse é o primeiro momento que eu tenho para falar sobre o que estou sentindo”, afirma.

Mesmo diante do trauma, a mãe diz que pretende manter a filha matriculada na escola, por não ter condições financeiras de transferi-la para outra instituição. Ela admite, porém, que o medo passou a fazer parte da rotina da família. “Vou manter (na escola) porque ela precisa estudar e eu não tenho recursos para colocar em outro lugar. Mas vai ficar o medo. Quem vai me garantir que isso não aconteça de novo?”, questiona.

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“Eu só quero que seja feita justiça. Quem fez o que fez precisa responder pelos seus atos. A lei está aí para isso”, finaliza.

Frente da escola Martha Wertenberg | abc+



Frente da escola Martha Wertenberg

Foto: Isaías Rheinheimer/GES Especial

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