O influenciador, humorista e ex-BBB Dilson Alves da Silva Neto, o Nego Di, foi condenado a 11 anos e 8 meses de prisão por estelionato. Seu ex-sócio, Anderson Boneti, também foi condenado. Segundo a Justiça, o processo foi movido por 16 clientes da loja virtual Tadizuera. As vítimas não receberam as mercadorias adquiridas, nem o estorno dos valores pagos.

Foto: Reprodução/TV Record
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A decisão foi proferida na última terça-feira (10) pela juíza Patrícia Pereira Krebs Tonet, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Canoas.
Nego Di teve habeas corpus concedido em novembro do ano passado, quando deixou a Penitenciária de Canoas, e poderá recorrer da decisão em liberdade, enquanto Boneti segue preso preventivamente.
Neste domingo (15), Nego Di deu sua primeira entrevista após a condenação ao programa Domingo Espetacular, da TV Record. (Veja o vídeo abaixo). Ele recebeu o jornalista Roberto Cabrini em sua casa, em Palhoça (SC).
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“Como é que você recebeu ser condenado a 11 anos e oito meses de prisão com a Justiça considerando que você estava por trás de um plano muito bem elaborado para enganar as pessoas, especialmente as mais humildes?”, questionou Cabrini.
“Eu também fui enganado”, disse Nego Di, que atribui a culpa ao ex-sócio, a quem chamou de “estelionatário profissional”. Ele alega que a loja não era sua. “Eu confiei numa pessoa que eu não conhecia direito”, argumenta.
Quando o jornalista disse que ele promoveu a loja como sendo sua, o ex-BBB justificou que Boneti teria feito uma proposta de sociedade, mas nunca o enviou os contratos.
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Cabrini insistiu: “Você disse nas redes sociais ‘a loja é minha, podem comprar’. Você não admite que disse isso?”, mas Nego Di disse, novamente, que acreditava na parceria comercial.
Além da condenação, a entrevista abordou a a suposta doação de R$ 1 milhão para as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, que ele nunca comprovou ter feito. Na verdade, ele doou apenas R$ 100.
“Teve uma ideia de criar um comprovante simbólico de R$ 1 milhão. Eu doei aproximadamente a metade do valor e acordei de pagar o resto parcelado”, disse ele.
Relembre o caso
Entre 18 de março e 26 de julho de 2021, a loja virtual Tadizuera ofereceu produtos como televisões, iPhones 13 Pro Max e aparelhos de ar-condicionado a preços abaixo do mercado, sem a intenção ou capacidade de entregá-los. Ou seja, os clientes não receberam os itens comprados nem o estorno dos valores pagos.
Conforme as investigações realizadas entre janeiro e julho de 2022, a conta empresarial da empresa recebeu em créditos mais de R$ 5 milhões, com débitos no exato mesmo valor, ou seja, todo o dinheiro que a empresa arrecadou com o dinheiro das vendas teriam sido “pulverizados” para os mais variados destinos, segundo o TJRS.
A juíza enfatizou na sentença a abundância de evidências comprovando a responsabilidade e a ocorrência dos crimes.
“Cumpre registrar que não trata, o caso, de um estelionato comum, por assim dizer, daqueles que costumam ocorrer com pessoas menos esclarecidas ou desatentas, mas sim de um verdadeiro esquema meticulosamente organizado para ludibriar um grande público”, disse a juíza.
Veja o vídeo
(*) Com informações da TV Record