Imagens de câmera de segurança do prédio onde uma mulher trans de 56 anos morreu após um procedimento estético malsucedido em Capão da Canoa mostram a suspeita do crime deixando o local. No vídeo, é possível ver a mulher com uma mochila e sacolas, nas quais teria guardado os materiais usados após perceber que a vítima estava passando mal. A mulher apontada como autora do crime estava de cabelo preso e usava um vestido longo.
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Foto: Reprodução
Conforme a Polícia Civil, Karoline Vinhas Velasques buscou a suspeita de 43 anos em Porto Alegre no sábado (22). A vítima também pediu para que uma amiga a ajudasse e acompanhasse o procedimento.
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Segundo o delegado Marcos Swirski, ambas tinham conhecimento de que esse mesmo procedimento realizado pela suspeita já havia provocado a morte de outra duas pessoas no final de 2018, na capital gaúcha.
A aplicação caseira do silicone nas nádegas de Karoline começou por volta das 11 horas de domingo. A amiga que testemunhou a ação disse à Polícia que, em determinado momento, a suspeita pediu para que ela pegasse água porque vítima não estava passando bem.
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Após instantes, a suspeita teria pedido leite e sal, em função da piora de Karoline. Em seguida, ao perceber a gravidade da situação recolheu todo seu material e fugiu. De acordo com a Polícia Civil, até a tarde desta segunda-feira (24), ela não havia sido localizada. Quem tiver informações sobre o paradeiro da suspeita pode repassar à Delegacia de Polícia de Capão da Canoas, inclusive anonimamente, pelo WhatsApp (51) 51 98608-0002.
Após a suspeita deixar o local, a amiga pediu ajuda aos vizinhos do prédio, que chamaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A morte de Karoline foi atestada no local e a Brigada Militar acionada.
O Instituto-Geral de Perícias (IGP) realizou o levantamento técnico e o corpo de Karoline foi encaminhado ao Departamento Médico-Legal (DML) para necropsia. O caso é investigado como homicídio doloso (quando há intenção ou assume risco de matar) e exercício ilegal da medicina.
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