Suspeitos de armazenarem e revenderem fios de cobre no Vale do Sinos foram alvo da Operação Rede Segura, do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), nesta quarta-feira (14). Com uma forte rede de contatos com compradores e intermediários, eles seriam os responsáveis por recolocar rapidamente no mercado o material que era furtado e roubado na Região Sul do Estado.
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Operação rede segura
Foto: MPRS
As principais vítimas do esquema eram empresas de grande porte e propriedades rurais em cidades como Pelotas, Capão do Leão, Pelotas e Santa Vitória do Palmar. O prejuízo estimado supera os R$ 2 milhões.
Alvos de operação, investigados da região são suspeitos de armazenar e revender itens roubados
Conforme apuração do MPRS, o grupo escolhia o alvo, planejava e cometia os assaltos ou furtos para depois armazenar temporariamente os fios e cabos. Tudo isso ocorria na zona sul do Estado. Após estas etapas, os criminosos negociavam o cobre, que era transportado pelos próprios compradores.
Os ataques, geralmente, ocorriam durante a madrugada e envolviam entre cinco e oito criminosos que usavam roupas camufladas, toucas ninja ou máscaras, luvas, botas e coletes balísticos. Armados com pistolas, revólveres e até armas longas, eles escolhiam propriedades rurais e empresas de grande porte.
Entre os casos que o MPRS atribui ao grupo, está um assalto a uma arrozeira em Pelotas, em novembro do ano passado. Os funcionários foram mantidos reféns por cerca de cinco horas enquanto os ladrões levavam fios de cobre. A indústria ficou inoperante por sete dias após o crime.
Em janeiro deste ano, os criminosos invadiram a Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), trocaram tiros com vigilantes e fizeram reféns. Tudo isso para roubar fios de cobre, que depois eram encaminhados ao Vale do Sinos para revenda.
Ao todo, foram cumpridos 38 mandados de busca e apreensão. Participam da ação 35 agentes do MPRS, cerca de 160 da Brigada Militar, outros 30 da Polícia Penal e mais 30 da Força-Tarefa de Fios e Cabos do governo estadual.