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ESTEIO

VÍDEO: Viúva de trabalhador que morreu na desmontagem da Expointer cobra respostas

Segundo a dona de casa Catiesca Quintanilha, Luiz Fillipe tentava consertar um fio desencapado quando levou o choque

Publicado em: 01/10/2025 às 19h:39 Última atualização: 01/10/2025 às 19h:39
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Quase um mês após a morte do trabalhador Luiz Fillipe Naibert durante a desmontagem da 48ª Expointer, a família cobra por respostas e justiça. Aos 31 anos, ele faleceu no dia 10 de setembro devido a uma descarga elétrica que recebeu enquanto desmontava as estruturas do setor de máquinas no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

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Ele foi contratado pela empresa RDC Eventos Cavalheiro Carga e Descarga para desempenhar o serviço.

Quase um mês se passa da morte do trabalhador Luis Fillipe (esqueda) durante a desmontagem da 48ª Expointer



Quase um mês se passa da morte do trabalhador Luis Fillipe (esqueda) durante a desmontagem da 48ª Expointer

Foto: Acervo pessoal

De acordo com a viúva, a dona de casa Catiesca Quintanilha de Vargas, de 29 anos, moradora do bairro Pinheiro, de São Leopoldo, Luiz tentava consertar um fio desencapado quando levou o choque.

“O meu irmão, Bruno [Quintanilha], que trabalhava com ele, estava lá e gritou por socorro com o meu marido nos braços dele. Ele está muito abalado”, diz.

Catiesca comenta que Luiz deixou também os dois filhos. “Por uns dias, a Antonella [de 1 ano] ficava dizendo ‘papá, papá’, mas depois parou. Já o Lorenzo [3 anos] chora de noite pedindo pelo pai. Está sendo bem difícil para ele, porque eles eram o porto seguro um do outro”, desabafa.

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Além da dor emocional, a dona de casa enfrenta outro desafio: o financeiro. “Nós morávamos de aluguel e eu tive que entregar a casa porque eu não tinha como pagar. Se não fosse meus pais e meus amigos, eu estava na rua”, diz. Desde o dia do acidente, ela se mudou para a casa da mãe e do padrasto.

“Eu não fui procurada pela equipe do Parque Assis Brasil nem pela empresa, e não sei nada da Polícia. Estou aguardando o que minha advogada vai me dizer”, finaliza.

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Empresário diz ter feito proposta à viúva

O Parque alega que “deu todos os atendimentos necessários durante o acontecido”. “A área em que aconteceu é de gestão privada de uma entidade copromotora e a empresa onde aconteceu o sinistro não possui contrato com o Parque, e sim com o copromotor.”

O proprietário da empresa que contratou Luiz, Ronaldo Cavalheiro, alega ter procurado a viúva. “Eu cheguei até a fazer uma proposta para ela e também me ofereci para agendar a ida no INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], mas ela recusou. E foi um acidente, uma fatalidade, eu estava no outro lado do Parque quando aconteceu”, afirma, sem detalhar qual teria sido a oferta realizada à Catiesca.

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A dona de casa confirma que recebeu a proposta, mas diz que ocorreu por intermédio do seu irmão e que orientou o empresário a entrar em contato com a advogada da família.

A Delegacia de Polícia de Esteio também foi procurada, mas não deu retorno sobre as investigações até a publicação desta matéria.

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A advogada de Catiesca, Julia Vieira Pens, informa que “em respeito à memória do falecido e à privacidade de seus entes queridos, não prestará mais informações sobre o andamento processual”.

Veja o vídeo:

Um mês após descarga elétrica que levou à morte trabalhador na Expointer, namorada cobra respostas
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