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POLÍCIA

"Vítimas dormiam quando foram executadas": O que se sabe sobre ataque com 2 mortos e menina de 12 anos baleada em Canoas

Principal alvo dos atiradores conseguiu escapar do atentado na madrugada desta sexta-feira (5)

Publicado em: 05/06/2026 às 11h:31 Última atualização: 05/06/2026 às 14h:10
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A violência voltou a irromper em Canoas na madrugada desta sexta-feira (5), quando dois homens foram mortos e uma jovem acabou baleada.

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Segundo a Brigada Militar (BM), o crime aconteceu por volta de 1h50 da madrugada, próximo a um beco na Rua Garibaldi, no bairro Niterói.

A Brigada aponta que, pelo menos, cinco homens encapuzados chegaram em um “carro escuro”. Eles invadiram uma casa e dispararam várias vezes.


Crime cometido durante a madrugada é tratado como uma execução ligada ao tráfico de drogas e entorpecentes, em Canoas | abc+



Crime cometido durante a madrugada é tratado como uma execução ligada ao tráfico de drogas e entorpecentes, em Canoas

Foto: BRIGADA MILITAR/DIVULGAÇÃO


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Dois homens de 21 e 26 anos foram mortos na hora. Uma menina de 12 anos foi baleada na perna. Foi socorrida e encaminhada para a emergência do Hospital Nossa Senhora das Graças.

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Além deles, havia um terceiro homem na casa, que escapou do local e desde então não é mais visto. Ele acabou sendo apontado como o verdadeiro alvo dos criminosos para a BM.

“O homem que escapou do ataque a tiros havia sido preso pela Brigada Militar durante uma ação em que houve a apreensão de um carregamento de drogas”, esclarece o tenente-coronel Clóvis Ivan Alves.

O crime é apurado pela Polícia Civil desde a madrugada, quando a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas assumiu o caso.

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A suspeita da Homicídios é de um acerto de contas interno relacionado ao tráfico de drogas e entorpecentes no bairro Niterói.

Conforme a delegada Graziela Zinelli, que coordenada a apuração, o caso é tratado como execução vinculada à organização criminosa.

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“As vítimas dormiam quando executaram os dois homens”, esclarece. “A dinâmica do crime indica a relação de uma organização criminosa com as mortes.”

Família do Sul

O ataque cometido durante a madrugada é atribuído a uma facção que há anos vem tomando espaços na capital e região metropolitana: a Família do Sul (FMS).

A organização criminosa nasceu de criminosos oriundos da Zona Sul e Norte de Porto Alegre, visando o domínio de pontos de tráfico da capital.

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Para a ascensão e solidificação do grupo no começo da década, houve confrontos com criminosos do bairro Bom Jesus e do Vale dos Sinos.

Os criminosos chamaram a atenção por criarem até um estatuto, com conselho deliberativo que decide inclusive quem vive e quem morre, segundo a Polícia.

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Durante anos, a Família do Sul foi comandada por Jackson Peixoto Rodrigues, o Nego Jackson, traficante morto a tiros dentro da Pecan (Complexo Prisional de Canoas) no dia 23 de novembro de 2024.

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