Uma das três suspeitas levadas à cadeia na segunda-feira (7) por suspeita de assaltos cometidos em estabelecimentos comerciais tinha como peculiaridade usar as redes sociais para se gabar dos crimes e vender posteriormente os produtos.
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Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL
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Conforme a apuração da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, a suspeita é considerada a líder do bando que contava com outras duas mulheres para cometer crimes.
Por meio de perfis nas redes sociais, aponta a delegada Luciane Bertoletti, a suspeita chegou a propagar que começaria a dar um curso para quem quisesse ingressar no crime. “Vou começar a dar curso”, escreveu em uma postagem com uma dúzia de caixas de perfumes sobre o banco traseiro de um carro. “Quando ‘tu’ trabalha igual eu, ‘tu’ te considera uma ladra”, comentou no mesmo perfil.
Segundo a delegada, as imagens de perfumes, artigos cosméticos, roupas e calçados de grife que podem ser vistas no perfil da suspeita serão analisadas.
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Luciane acredita que, embora o trio tenha sido capturado devido a dois assaltos cometidos em uma única loja, em menos de cinco dias, o número de crimes deve ser maior.
“A apuração prossegue”, confirma a delegada. “Até porque vamos apurar a participação das envolvidas em outros crimes semelhantes cometidos em Canoas nos últimos meses.”
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Ameaça de morte
Conforme a Polícia Civil, o primeiro crime cometido pelo grupo aconteceu no dia 14 de fevereiro, quando o trio entrou no estabelecimento fingindo interesse pelos produtos à venda na loja. As suspeitas escolheram os itens de mais alto valor e saíram do local com bolsas e sacolas cheias. O prejuízo estimado dessa ação foi de aproximadamente R$ 4 mil.
Somente três dias depois, elas retornaram ao local, mas desta vez chegaram a ameaçar uma das atendentes, segundo apuração conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas.
“Não fala nada, senão tu vai levar uma facada” e “não fica me olhando muito, senão eu te dou um soco na cara” foram as frases que uma trabalhadora ouviu, conforme a delegada. A ação combinada resultou em um prejuízo superior a R$ 8 mil ao estabelecimento, apontou a Polícia Civil.