Nas redes sociais, um ferrenho defensor da liberdade e da democracia. Nos seus pouco mais de 4 mil posts, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) defende o presidente Lula e ataca os opositores, principalmente o senador Flávio Bolsonaro. Até aí, tudo bem. Ele desfruta de liberdade para dar opinião. O problema começa quando o deputado que defende a soberania e a liberdade, como ele mesmo diz em um post, move uma ação judicial para impedir a exibição do filme Dark Horse, que conta a história de Jair Bolsonaro. Ainda bem que o ministro do STF Nunes Marques julgou a ação improcedente. O parlamentar tem todo o direito de não gostar do filme, o que não dá pra aceitar é que alguém que defenda a liberdade tente impedir que outras pessoas vejam um filme. Isso não tem nada a ver com democracia. Censura só existe em ditaduras.
Renovação
A julgar pela confortável situação financeira dos parlamentares em Brasília, teremos uma das menores renovações da história. Com salário de R$ 46 mil, mais verba de gabinete, auxílio moradia, muitos com 25 funcionários para trabalhar a favor do parlamentar, mais Fundo Eleitoral (R$ 4,9 bilhões) e Fundo Partidário, como um novato vai enfrentar uma estrutura tão poderosa?
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Quem realmente manda
Os cargos que mais chamam atenção na campanha são, por óbvio, o de presidente e governador. Mas diante da situação atual, os mais importantes são os do Congresso, deputados e senadores. Num congresso fisiologista, as pautas importantes dificilmente vão andar. Reformas, enxugamento da máquina, melhoria da saúde. Nada disso. O importante é pressionar o governo. Ontem, a imprensa nacional publicou a seguinte notícia: Sem diálogo com Lula, Alcolumbre trava agenda do governo e avança com pautas-bomba no Senado. Ao chantagear o governo, o presidente do Congresso sinaliza com “pauta bomba”. Eles estão, como diria o ex -deputado Sérgio Moraes, se lixando pra população.
Dilma Rousseff
É verdade que a economia não estava nada bem. A ex-presidente Dilma Rousseff não tinha vocação para comandar um país. A escolha dela como candidata é a maior prova de que faltam opções de sucessão. Uns meses antes da campanha, Lula escolheu sua ministra da Casa Civil para ser candidata. Dilma se elegeu escorada na popularidade de Lula, que naquela época era alta. Dilma foi eleita e reeleita. Em 2016, desgastada pelo baixo desempenho na economia, acabou sendo alvo de impeachment. No Congresso, perguntei a um deputado do centrão por que ele iria votar a favor do impeachment. “Ela nunca me recebeu, ao contrário do Temer, que quando assumiu interinamente, mandou me chamar para uma conversa”.
Jair Bolsonaro
Durante evento político, o general Augusto Heleno, ex-ministro chefe do gabinete de Segurança Nacional de Bolsonaro, cantarolou “Se gritar pega centrão, não fica um, meu irmão”. Ele trocou a palavra ladrão por centrão. A realidade mostrou que se tu não te rendes pro centrão, nada é aprovado. Não deu outra, para aprovar qualquer projeto, Bolsonaro se rendeu ao centrão.