A “dança das cadeiras” está oficialmente aberta para que postulantes às eleições de outubro troquem de partido. Para concorrer, deputados federais, estaduais e distritais devem estar filiados até o dia 4 de abril e quem optar por trocar de sigla poderá migrar até 3 de abril. Essa janela permite o troca-troca dentro das regras eleitorais, sendo inválida para vereadores.
Com isso, os deputados que efetivamente trocarem de partido no período não arriscam perder o mandato conquistado há quatro anos. A movimentação deve alterar composições na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, em Brasília. Lembrando que senadores, governadores e o presidente podem migrar para outras siglas sem o risco de infidelidade partidária.

Foto: Paulo Pires/GES
Foi o que aconteceu no Rio Grande do Sul, quando Eduardo Leite deixou o PSDB e assinou ficha no PSD. Esse movimento, inclusive, deve fazer com que a bancada do partido cresça de forma substancial, já que em 2022 apenas dois deputados foram eleitos: Gaúcho da Geral (estadual) e Danrlei de Deus (federal).
Mas, afinal, qual é a importância da janela partidária? A divisão dos espaços no Legislativo leva em conta não só o desempenho dos candidatos, mas também a atuação dos partidos.
Caso a legenda não conquiste votos suficientes, mesmo os candidatos mais votados não poderão pleitear uma cadeira. Isso resulta no entendimento de que a vaga obtida pelo parlamentar é do partido. Então, se um político deixa uma sigla em um período não autorizado por lei, a legenda pode pedir seu cargo de volta, por infidelidade partidária.
As eleições do dia 4 de outubro vão definir 513 deputados federais no país e outros 1.035 deputados estaduais, além de deputados distritais (no Distrito Federal). No Rio Grande do Sul, serão eleitos 31 deputados federais para representar o Estado em Brasília. Já na Assembleia Legislativa são 55 deputados estaduais.
Como fica?
No Rio Grande do Sul, o PSDB deve perder todos os seus representantes. Na Assembleia, Nadine Anflor e Professor Bonatto, Neri, o Carteiro e Pedro Pereira vão migrar para o PSD, enquanto Kaká D’Ávila assina ficha no Podemos. Ainda no ninho tucano, o deputado federal Lucas Redecker confirmou que vai seguir Eduardo Leite no PSD, com ato de filiação no dia 21 de março.
O PL terá como novidade a filiação do deputado Claudio Branchieri nesta sexta-feira (6). Ele deixa o Podemos para entrar na campanha de Luciano Zucco (PL) para o governo do Estado. Elizandro Sabino, também deputado estadual, vai deixar o PRD e se filiar ao Republicanos.
Há também negociações adiantadas, como Any Ortiz, que deve sair do Cidadania e assinar ficha no PP. No PSB, Elton Weber (deputado estadual) e Heiton Shuch (deputado federal) podem deixar o ninho das pombas, mas não confirmaram suas decisões.
Confira:
Airton Lima – Deputado estadual – Saindo do: Podemos – Indo para: PL ou Republicanos – Quando: Recebeu convites
Any Ortiz – Deputada federal – Saindo do: Cidadania – Indo para: PP – Quando: Negociando
Claudio Branchieri – Deputado estadual – Saindo do: Podemos – Indo para: PL – Quando: 6 de março
Dr. Thiago Duarte – Deputado estadual – Saindo do: União Brasil – Indo para: PDT – Quando: Negociando
Elizandro Sabino – Deputado estadual – Saindo do: PRD – Indo para: Republicanos – Quando: Negociando
Elton Weber – Deputado estadual – Saindo do: PSB – Indo para: PSD ou Republicanos – Quando: Recebeu convites
Heitor Schuch – Deputado federal – Saindo do: PSB – Indo para: PSD – Quando: Recebeu convite
Kaká D’Ávila – Deputado estadual – Saindo do: PSDB – Indo para: Podemos – Quando: 6 de março
Lucas Redecker – Deputado federal – Saindo do: PSDB – Indo para: PSD – Quando: 21 de março
Nadine Anflor – Deputada estadual – Saindo do: PSDB – Indo para: PSD – Quando: 21 de março
Neri, o Carteiro – Deputado estadual – Saindo do: PSDB – Indo para: PSD – Quando: 21 de março
Pedro Pereira – Deputado estadual – Saindo do: PSDB – Indo para: PSD – Quando: 21 de março
Professor Bonatto – Deputado estadual – Saindo do: PSDB – Indo para: PSD – Quando: Filiado
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