A presidência da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo deve ser assumida por Juliano Souto (PL) em 2026. O vereador desponta como nome mais forte para o cargo graças a um acordo político firmado após as eleições de 2024, que o coloca no comando da Casa mesmo quebrando a tradição informal de rodízio entre as maiores bancadas.

Foto: Divulgação: Pyetra Trindade/CMNH
Historicamente, a presidência da Câmara segue um esquema de revezamento entre os partidos mais representativos, garantindo proporcionalidade. Na legislatura atual, Progressistas (PP), Podemos (PODE) e MDB possuem as maiores bancadas, com três vereadores cada. Em seguida vem o PT, com dois parlamentares — Enio Brizola e Luciana Martins. PL, PSDB e Republicanos completam a composição com um vereador cada.
Após as eleições municipais, ficou acertado que a presidência de 2025 ficaria com o PP, partido do prefeito eleito Gustavo Finck. No entanto, o acordo também abriu uma exceção para o ano seguinte: em 2026, o cargo será repassado ao segundo vereador mais votado do pleito, Juliano Souto do PL – mesma sigla do vice-prefeito, Gerson Haas-, que recebeu 3.677 votos — atrás apenas do atual presidente, Cristiano Coller (PP), que somou 4.038.
Apoio do Executivo
Nos bastidores, a eleição de Souto, atual vice-líder do governo na Câmara, é tratada como um “fato confirmado” e conta com o apoio explícito do prefeito Finck. Apesar disso, a escolha ainda precisa ser formalmente referendada em plenário. A formalização ocorrerá na última sessão legislativa de 2025, no dia 15 de dezembro, quando apenas uma chapa deverá se apresentar para concorrer, encabeçada pelo vereador do PL.
A votação — considerada meramente simbólica — definirá também os demais nomes da Mesa Diretora responsável por conduzir o Legislativo em 2026. Internamente, a composição já está acertada. A Mesa deverá ser pluripartidária, com participação de PSDB, PT e PP.