O prédio que abrigava a antiga sede do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores Municipais de Novo Hamburgo (Ipasem-NH), na Rua 5 de Abril, bairro Rio Branco, integra a lista de bens que podem ser alienados.
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A medida faz parte do Projeto de Lei Complementar nº 21/2025, protocolado pelo Executivo na Câmara de Vereadores, que prevê a venda de mais de 30 terrenos da Prefeitura e de dois imóveis do instituto.

Foto: Arquivo/GES-Especial
Avaliado em R$ 3,7 milhões, o prédio de três pavimentos foi desocupado em março, quando o Ipasem transferiu suas atividades para um endereço provisório na Rua Júlio de Castilhos, no Centro.
De acordo com a diretora-presidente da autarquia, Maria Cristina Schmitt, a antiga estrutura apresentava sérios problemas de conservação, entre eles rachaduras, erosão, falta de acessibilidade e risco elétrico. Um laudo técnico apontou que apenas a rede elétrica exigiria um investimento superior a R$ 900 mil.
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“O prédio não suportava mais, era necessária coragem para permanecer ali dentro”, afirmou Maria Cristina, ao participar de sessão na Câmara em fevereiro. Segundo ela, os custos totais de reforma superariam R$ 4 milhões, tornando inviável a permanência de servidores e segurados no local. A avaliação é de que o uso do espaço poderia até representar risco à integridade física dos ocupantes.
Embora houvesse expectativa de reforma para a retomada dos atendimentos no endereço, o Conselho Deliberativo do Ipasem deliberou pela possibilidade de alienação ou permuta do imóvel. A dirigente reforça que o espaço segue sob vigilância e não está abandonado.
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O projeto estabelece ainda que os recursos obtidos com a venda dos imóveis do instituto sejam integralmente aplicados na amortização do déficit atuarial da previdência municipal, em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Mais de 30 terrenos do município também estão na lista
Além da antiga sede do Ipasem, a lista de bens inclui 33 terrenos de propriedade do município em diferentes bairros, como Rondônia, Floresta, Vila Nova, Boa Vista, Boa Saúde, Industrial, Lomba Grande, Canudos, São Jorge e Liberdade. Os valores variam de cerca de R$ 170 mil a mais de R$ 12 milhões.
Entre os imóveis de maior porte, estão um terreno de 80 mil metros quadrados no bairro Rondônia, avaliado em R$ 12,3 milhões, e outro de 133 mil metros quadrados em Lomba Grande, estimado em R$ 8,1 milhões. Também foram relacionados lotes menores, como áreas em esquinas de bairros residenciais, avaliados entre R$ 200 mil e R$ 500 mil.
Prefeitura defende otimização do patrimônio
Na justificativa do projeto, a Prefeitura argumenta que a medida busca otimizar o uso do patrimônio público, destinando à venda áreas sem aproveitamento imediato para serviços municipais, ao mesmo tempo em que reforça o caixa da cidade.