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CANOAS

Após cassação de Giovanni Rocha, Patteta toma posse na Câmara de Vereadores

Político, que foi vereador por seis mandatos, retorna por mais quase quatro anos no Legislativo

Taís Forgearini
Publicado em: 15/04/2025 às 19h:31 Última atualização: 15/04/2025 às 19h:45
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Com pouco mais de 100 dias de mandato, Giovanni Rocha (PSD) é o terceiro vereador cassado na história da política canoense. Em seu lugar, tomou posse nesta terça-feira (15) o suplente Jozir Bernardes Prestes, conhecido como Patteta (PSD). O político, que foi vereador por seis mandatos, retorna por mais quase quatro anos no Legislativo.

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Patteta (PSD)



Patteta (PSD)

Foto: Divulgação

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Nos bastidores da política, a volta de Patteta é comemorada por aliados do ex-prefeito Jairo Jorge (PSD), uma vez que Patteta deve desempenhar um papel de oposição ao atual governo de Airton Souza (PL). Ao longo da curta passagem de Giovanni no plenário, o ex-vereador demonstrou mais alinhamento com a base governista, o que ocasionou descontentamento dentro e fora da legenda partidária.

Giovanni recebeu 19 votos favoráveis e dois contrários, dele próprio e do vereador Dário Silveira (União Brasil), à cassação. Eleito com 2.459 votos, o estreante na política perdeu o mandato por decisão quase unânime entre os demais vereadores.

Foram mais de 13 horas de sessão especial na Câmara de Vereadores de Canoas, nesta segunda-feira (14), que julgava a denúncia por supostas irregularidades na nomeação e atuação de servidores em cargo de comissão (CC).

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Giovanni lamenta a cassação e afirma que seu trabalho por Canoas não termina com a perda do mandato.

Giovanni Rocha perde mandato no Legislativo



Giovanni Rocha perde mandato no Legislativo

Foto: Divulgação/Câmara de Vereadores de Canoas

“Saio de cabeça erguida, com a consciência tranquila e com a certeza de que representei cada um dos 2.459 votos que recebi com dignidade, coragem e verdade. Vou continuar lutando por Canoas, porque ninguém cala quem tem verdade no coração e coragem na caminhada”, salienta.

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O cabeleireiro e empresário alega que foi julgado por disputas políticas e pessoais. Ele nega que tenha cometido irregularidades no exercício do mandato.

“O que aconteceu hoje é uma injustiça — não contra mim, mas contra todos que acreditam numa política feita com presença, escuta e compromisso real com as pessoas.”

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Sobre a possibilidade de recorrer judicialmente contra a decisão de cassação do mandato, Giovanni respondeu que “neste primeiro momento, não.”

Processo e recado

O processo de pedido de cassação teve início em fevereiro, a partir de um pedido protocolado pelo advogado Jairo Wilson de Oliveira Silveira. A denúncia apontava que três servidores lotados no gabinete de Giovanni Rocha estariam recebendo salários sem exercer, de fato, suas funções.

De acordo com o documento, os assessores atuavam em uma associação beneficente do município, durante o horário de expediente, o que, segundo o denunciante, poderia configurar desvio de função. A entidade beneficente mencionada seria presidida pelo cônjuge do vereador, o que levantou suspeitas de conflito de interesses e uso indevido da estrutura pública.

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A apuração dos fatos foi conduzida por uma Comissão Processante formada por Gabriel Constantino (PT), como presidente; Aloísio Bamberg (PSDB), relator; e Rodrigo D’Ávila (Novo), membro. Após o período de instrução e análise da defesa do vereador, a comissão apresentou parecer favorável à cassação, que resultou no julgamento realizado em plenário nesta segunda-feira.

Ao fim da sessão especial, a defesa de Giovanni deixou um recado para outro parlamentar, o vereador Ezequiel Vargas (PL), afirmando que, o também estreante na política, será o próximo que terá o mandato cassado. No entanto, a defesa não detalhou ou apresentou provas que confirmassem a alegação.

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