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POLÍTICA

Após começar com beijos e abraços, termina com troca de farpas o primeiro encontro dos pré-candidatos ao governo RS

Encontro aconteceu no painel promovido pela Famurs, no litoral norte, e teve auditório lotado

Publicado em: 06/03/2026 às 14h:55 Última atualização: 06/03/2026 às 16h:47
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O primeiro encontro entre pré-candidatos ao governo do Rio Grande do Sul durante a programação da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) começou em tom cordial, mas terminou com críticas indiretas e reações da plateia. O painel ocorreu nesta sexta-feira (6), no auditório do Sapt, em Torres, e reuniu lideranças políticas, prefeitos, vereadores e representantes de diferentes regiões do Estado.

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Antes do início das falas, os participantes trocaram cumprimentos e apertos de mão. No entanto, à medida que o debate avançou, surgiram críticas à gestão pública e divergências sobre os rumos do Estado. Em alguns momentos, o público reagiu com aplausos, vaias e manifestações de apoio a determinados pré-candidatos.

Painel da Famurs em 6 de março de 2026 | abc+



Painel da Famurs em 6 de março de 2026

Foto: Geison Concencia/GES-Especial

Com auditório lotado e representantes de cerca de 407 municípios, o painel abordou temas como saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento econômico. Participaram do encontro os pré-candidatos Marcelo Maranata (Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB), Gabriel Souza (Movimento Democrático Brasileiro – MDB), Edegar Pretto (Partido dos Trabalhadores – PT), Juliana Brizola (Partido Democrático Trabalhista – PDT), Covatti Filho (Progressistas – PP) e Luciano Zucco (Partido Liberal – PL).

Prefeitos no centro do debate

Durante o encontro, os pré-candidatos destacaram a importância da relação entre o governo estadual e os municípios.

O pré-candidato Edegar Pretto (PT) afirmou que pretende fortalecer o diálogo com as administrações municipais caso seja eleito. Atual presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao governo federal, ele ressaltou que é nos municípios que as demandas da população se tornam mais evidentes. Pretto também mencionou dados do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, destacando que o crescimento do Rio Grande do Sul ficou abaixo da média nacional. Para ele, o Estado precisa fazer escolhas diferentes para ampliar o desenvolvimento econômico e atuar em parceria com os setores produtivos. Ao final, reforçou o compromisso de manter diálogo direto com prefeitos e prefeitas.

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O pré-candidato Marcelo Maranata (PSDB) também enfatizou a necessidade de união política para enfrentar os desafios do Estado. Maranata afirmou que a divisão política prejudica a busca por soluções para a população e defendeu maior cooperação entre governos. Segundo ele, o modelo de parceria que ocorre nos municípios deve ser ampliado para a administração estadual, garantindo diálogo permanente com gestores locais.

Projetos distintos para o Estado

Os demais pré-candidatos também apresentaram suas visões sobre o futuro do Rio Grande do Sul e a relação com as administrações municipais.

O pré-candidato Gabriel Souza (MDB) defendeu a continuidade das políticas adotadas pelo atual governo estadual. Atualmente vice-governador, ele afirmou que o Estado passou por mudanças importantes após um período de dificuldades fiscais. Segundo Souza, a reorganização das contas públicas permitiu ampliar investimentos e fortalecer parcerias com os municípios por meio de convênios. Ele destacou ações nas áreas de segurança pública, saúde, educação e infraestrutura, além de obras voltadas à pavimentação de acessos municipais. Para o emedebista, a próxima eleição definirá se o Estado dará continuidade aos avanços ou seguirá por outros caminhos.

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A pré-candidata Juliana Brizola (PDT) ressaltou a importância do diálogo entre gestores e lideranças políticas, destacando que encontros com prefeitos permitem compreender melhor as demandas locais. Ela também defendeu maior participação feminina na política e em cargos de decisão. Durante a manifestação, afirmou que aceitou disputar o governo do Estado por acreditar que a política precisa recuperar seu papel central na busca por soluções para a população. Juliana também criticou o ambiente de polarização política, afirmando que disputas ideológicas acabam desviando o foco dos problemas enfrentados pela sociedade.

O pré-candidato Covatti Filho (PP) destacou que a construção de um plano de governo deve partir da realidade dos municípios. Segundo ele, é nas cidades que a população busca respostas para questões do cotidiano, especialmente em áreas como saúde e serviços públicos. Covatti também mencionou o processo interno do Progressistas na definição da pré-candidatura ao governo estadual e afirmou que o partido trabalha pela construção de um projeto comum. De acordo com ele, o campo político identificado com a direita discute a formação de uma aliança para a eleição ao Piratini.

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Já o deputado federal Luciano Zucco (PL) afirmou que o Rio Grande do Sul precisa ampliar o ritmo de crescimento econômico e reavaliar estratégias de gestão pública. Durante sua manifestação, ele questionou se os municípios estão conseguindo se desenvolver ou apenas enfrentar dificuldades para manter suas atividades. Zucco também mencionou o movimento de jovens que deixam o Estado em busca de oportunidades em outras regiões do país. Segundo ele, o cenário exige novas respostas para problemas antigos e uma gestão voltada à retomada do desenvolvimento econômico gaúcho.

O painel integrou a programação da Famurs voltada ao debate sobre os desafios da gestão pública e ao fortalecimento da relação entre o governo estadual e os municípios. A expectativa é que novos encontros entre pré-candidatos ocorram ao longo dos próximos meses, ampliando o debate sobre propostas para o Rio Grande do Sul.

Famurs defende neutralidade e papel institucional do encontro

A presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Adriane Perin, afirmou que o painel entre os pré-candidatos foi organizado com caráter institucional e suprapartidário, com o objetivo de promover o diálogo entre lideranças políticas e gestores municipais.

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Segundo ela, embora o clima do debate tenha se intensificado ao longo das falas, a proposta do encontro sempre foi criar um espaço democrático para discutir o futuro do Estado e apresentar aos prefeitos as propostas dos possíveis candidatos ao governo.

“Os ânimos, com certeza, mudam desde o início, e isso ficou claro durante o encontro. Mas a entidade que coordenou esse painel é suprapartidária, está acima de qualquer ideologia ou posição política”, afirmou.

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Adriane destacou que a Famurs representa municípios governados por diferentes partidos e que a prioridade da entidade é garantir que as demandas das cidades sejam ouvidas. Para ela, o encontro serviu justamente para aproximar os gestores municipais dos pré-candidatos e discutir compromissos para o futuro.

“Nós estamos aqui para debater o futuro do Rio Grande do Sul, ouvir as demandas dos prefeitos e também ouvir os compromissos que os candidatos pretendem assumir com os municípios”, disse.

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A presidente reforçou ainda que, independentemente das divergências políticas, o papel das administrações municipais é cuidar da população. “A neutralidade da federação está acima de tudo isso. Nós somos governo nas cidades e estamos cuidando das pessoas, independente do partido”, concluiu.

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