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ELEIÇÕES 2026

Assediado por MDB e PL, PP vive embate interno que pode definir seu rumo em 2026

Enquanto siglas buscam alianças, partido mergulha em um embate direto entre o presidente Covatti Filho e o secretário Ernani Polo. Reunião decisiva no dia 20 ocorrerá no dia 20

Publicado em: 08/01/2026 às 18h:17 Última atualização: 08/01/2026 às 18h:17
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O Partido Progressistas (PP), tradicionalmente um dos partidos mais disputados a cada eleição e detentor da maior base municipal do Rio Grande do Sul em número de prefeitos e vereadores, está novamente no epicentro das articulações para a sucessão estadual.

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A sigla, alvo de cobiça tanto do MDB quanto do PL, enfrenta agora uma crise interna que expõe uma divisão profunda sobre o caminho a seguir na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul nas eleições de  2026.

Covatti Filho e Ernani Polo | abc+



Covatti Filho e Ernani Polo

Foto: Reprodução

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A disputa pelo protagonismo no partido tem dois nomes centrais: o atual presidente estadual e deputado federal, Covatti Filho, e o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo.

O clima de confronto escalou após Covatti Filho convocar uma reunião extraordinária do diretório para o dia 20 de janeiro, no Hotel Embaixador. A pauta é explosiva: a definição da pré-candidatura própria ao Piratini, a permanência ou saída da base do governo Eduardo Leite (PSD) e a análise de propostas de aliança.

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Para Ernani Polo, a convocação foi um movimento estratégico para minar sua articulação junto às bases do interior. Polo deixará oficialmente o cargo no governo Leite na próxima segunda-feira (12), às 14 horas, em ato no Palácio Piratini, justamente para se dedicar à pré-campanha.

Acusações de “conveniência pessoal”

Em nota oficial divulgada à base progressista após a convocação de Covatti Filho, Polo criticou duramente a pressa da presidência. O secretário defende que o comando do processo seja assumido interinamente pelo vice-presidente do partido, alegando falta de isenção, já que o presidente da sigla também se coloca como pré-candidato.

“O que está sendo imposto agora pela presidência da legenda é exatamente o oposto [de um projeto legítimo]. A condução apressada de uma reunião decisiva, sem diálogo prévio, enfraquece o partido”, afirmou Polo em carta direcionada à base progressita, classificando o prazo de oito dias após sua saída do governo como insuficiente para o debate democrático.

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O assédio de MDB e PL

Nos bastidores, o cenário é de leilão político. O PP já recebeu propostas oficiais:

MDB: O partido do vice-governador e pré-candidato Gabriel Souza vê em Ernani Polo o nome preferencial para ocupar a vaga de vice em sua chapa.

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PL: O deputado federal Luciano Zucco também busca o PP para compor sua majoritária. Avaliações internas sugerem que Covatti Filho pode estar articulando para emplacar sua mãe, a deputada estadual Silvana Covatti, como vice de Zucco, enquanto ele buscaria a reeleição para a Câmara Federal.

Votação secreta e incerteza

Embora Covatti Filho detenha a maioria formal do diretório, a reunião do dia 20 terá votação secreta. Segundo o edital, o pleito ocorrerá entre 14h30 e 15h29. O caráter sigiloso do voto é o principal fator de incerteza, pois lideranças progressistas avaliam que a candidatura própria pode ser apenas uma ferramenta de negociação que não se sustentará até o fim do processo eleitoral.

Atualmente, o PP mantém forte presença no primeiro escalão do governo Leite, com Polo no Desenvolvimento e Vilson Covatti (pai do presidente da sigla) na secretaria de Turismo, além de diversos cargos em outros escalões. O desembarque total ou parcial dessa estrutura será o termômetro das alianças para outubro.

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O cenário das pré-candidaturas para 2026

O quadro de postulantes ao governo gaúcho começa a se definir entre diferentes blocos políticos. Confira os pré-candidatos já confirmados:

MDB – O vice-governador Gabriel Souza teve sua pré-candidatura confirmada em evento do partido realizado em junho. Com apoio do governador Eduardo Leite (PSD), é tratado como o candidato da situação. Nas últimas semanas, o governo intensificou a exposição pública do vice, estratégia que busca ampliar sua projeção eleitoral. A campanha deve enfatizar sua experiência administrativa e conhecimento da máquina pública.

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PL/Novo – O deputado federal Luciano Zucco (PL) foi lançado oficialmente como pré-candidato ao governo em julho, com aval direto do ex-presidente Jair Bolsonaro. A candidatura conta com aliança formalizada com o partido Novo. Zucco é uma das principais lideranças da oposição no Estado e, segundo pesquisas recentes do Instituto Paraná Pesquisas, aparece com cerca de 27% das intenções de voto, liderando alguns cenários.

Missão – A sigla oficializou em outubro a pré-candidatura do policial rodoviário federal Evandro Augusto, de 44 anos. A movimentação já havia sido antecipada em julho pelo dirigente estadual do partido, Jota Júnior.

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PDT – A ex-deputada estadual Juliana Brizola, neta do ex-governador Leonel Brizola, aposta em um discurso de distanciamento da polarização e trabalha na construção de uma chapa ampla, buscando apoio de partidos do campo democrático, tanto à esquerda quanto ao centro.

PT – No fim de novembro, o partido confirmou o nome de Edegar Pretto como pré-candidato ao governo do Estado, decisão tomada durante reunião da executiva estadual. Ainda não há definição sobre o vice, que deverá ser indicado por um partido aliado disposto a integrar a frente ampla em construção.

PSDB- Na reta final de 2025, o PSDB oficializou a pré-candidatura do prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata, ao governo do Rio Grande do Sul nas eleições de 2026. O anúncio foi feito na Câmara Municipal de Porto Alegre.

Com a decisão, os tucanos passaram a se apresentar como uma alternativa à polarização política nacional. Maranata adota como uma de suas principais bandeiras o discurso de antipolarização, buscando se posicionar como opção fora dos campos políticos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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