Sirenes e campainhas estridentes usadas tradicionalmente para indicar troca de períodos e intervalos podem deixar de ser regra nas escolas de Igrejinha, no Vale do Paranhana. A Câmara de Vereadores aprovou por unanimidade, na última semana, um projeto de lei complementar – PLC 003 de 2025 – que determina a substituição dos sinais sonoros por alternativas musicais ou visuais em todas as instituições de ensino públicas e privadas do município.
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Foto: Divulgação/Matheus Oliveira
A autora da proposta, vereadora Neidi Ione Roos Zeni (PP), que também é professora, afirma que vivenciou na prática os efeitos negativos de alarmes tradicionais sobre os estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
“Pude observar a diferença que um sinal alternativo causa tanto para quem ensina quanto para quem aprende. Em ambientes onde já existem campainhas mais suaves, o clima escolar é mais tranquilo, e a adaptação é perceptível, especialmente para estudantes com hipersensibilidade auditiva, condição comum entre pessoas com TEA”, destacou.
Inclusão e rotina escolar
Segundo Neidi, a medida busca manter a organização da rotina escolar, mas de forma mais “humanizada e inclusiva”. Ela ressalta que diversas escolas de Igrejinha já adotam campainhas musicais de maneira espontânea, alinhadas inclusive ao calendário cultural local — como músicas gaúchas na Semana Farroupilha ou canções tradicionais na época da Oktoberfest.
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“Importante destacar que, com a aprovação do PLC 003, essa prática passa oficialmente a integrar o Código de Posturas do município. Isso garante que, após a sanção, todas as instituições de ensino seguirão o padrão definido em lei, assegurando um ambiente mais acolhedor e respeitoso, especialmente para crianças com TEA e suas famílias”, afirmou.
Tramitação
O projeto segue agora para sanção ou veto do prefeito Leandro Hörlle (PP). Caso seja sancionado, as escolas terão seis meses para implementar as mudanças.