Estão abertas, até o dia 24 de fevereiro, as inscrições para o projeto Vereador Mirim. A iniciativa da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo que incentiva a participação de crianças e adolescentes na política do município.

Foto: Divulgação: Gabriela Panassal/CMNH
O programa, coordenado pela Escola do Legislativo, em parceria com a Escola Judiciária Eleitoral do TRE-RS e o Cartório Eleitoral da 172ª Zona Eleitoral, é destinado a estudantes do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental das redes pública, privada e filantrópica.
Ao todo, o projeto oferece sete vagas para escolas, sendo quatro destinadas à rede municipal, duas à rede estadual e uma à rede privada ou filantrópica. As informações sobre as inscrições estão disponíveis no edital do projeto. “Entre os principais aprendizados estão a compreensão do papel do vereador, do processo legislativo e da importância da participação cidadã. Os estudantes exercitam, na prática, valores como diálogo, respeito às diferenças, cooperação e responsabilidade social”, explica a diretora da Escola do Legislativo, Maria Carolina Hagen.
Processo eleitoral
Durante o primeiro semestre, os alunos das escolas selecionadas participarão de palestras e visitas guiadas para compreender o funcionamento do Poder Legislativo e do sistema eleitoral. Esse aprendizado prepara o terreno para as eleições internas, que ocorrerão entre os dias 18 e 22 de maio, com o uso de urnas eletrônicas para eleger três representantes por escola — dois titulares e um suplente.
Elaboração de leis e vivência parlamentar
Após a diplomação, marcada para o dia 17 de junho, os vereadores mirins eleitos participam de oficinas para a elaboração de proposições legislativas reais. Essas propostas serão discutidas em uma sessão oficial no dia 8 de outubro e, posteriormente, protocoladas pelos atuais vereadores da Câmara para que possam se tornar leis ou melhorias concretas para Novo Hamburgo.
“Ao vivenciarem esse processo, os alunos passam a compreender que a Câmara de Vereadores é um espaço que também lhes pertence. O projeto desperta o senso de pertencimento, fortalece a participação social e mostra que a democracia se constrói com envolvimento, escuta e responsabilidade coletiva”, avalia Maria Carolina.