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POLÍTICA

"Censura e perseguição", dizem políticos gaúchos aliados de Bolsonaro sobre decisão do STF

Oposição gaúcha ligada ao ex-presidente condena ação da PF e medidas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes

Publicado em: 18/07/2025 às 12h:43
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A operação da Polícia Federal deflagrada nesta sexta-feira (18) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) provocou intensa reação de seus aliados no Rio Grande do Sul.

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A ação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante o recesso parlamentar, incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão e à imposição de medidas restritivas, como o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de uso de redes sociais, de sair de casa à noite e de manter contato com aliados e até familiares próximos.

Parlamentares gaúchos denunciam “escalada autoritária” e classificam decisões do ministro Alexandre de Moraes como abuso de poder e censura. | abc+



Parlamentares gaúchos denunciam “escalada autoritária” e classificam decisões do ministro Alexandre de Moraes como abuso de poder e censura.

Foto: Ton Molina/STF

Entre os mais críticos, está o deputado federal Luciano Zucco (PL-RS), líder da Oposição na Câmara dos Deputados e pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul em 2026, com apoio de Bolsonaro. Zucco divulgou nota classificando a operação como uma “grave escalada autoritária” do Poder Judiciário no Brasil para um novo patamar.

“O Brasil ultrapassou mais um limite perigoso. Trata-se de um episódio grave de abuso de poder, marcado pela instrumentalização das instituições para fins de perseguição política. Em vez de estabilidade, o país presencia a consolidação de um regime de exceção, em que um único magistrado concentra poderes desproporcionais, atropela o devido processo legal e ignora a soberania do Poder Legislativo.”

O líder oposicionista também falou, em nota, sobre a “dimensão humanitária” da decisão. “Jair Bolsonaro é um homem idoso, com graves problemas de saúde, que não representa qualquer risco de fuga — inclusive está com o passaporte retido por decisão anterior. O que se busca, claramente, não é justiça, mas sim a eliminação da figura política do maior líder da direita da América Latina”, afirmou no texto.

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Outro parlamentar gaúcho que se posicionou de forma contundente foi o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), pré-candidato ao Senado com aval do ex-presidente. Pelas redes sociais, ele condenou a operação e acusou o STF de perseguição política.

“A perseguição nojenta e covarde não para! As represálias do STF, sempre em conluio com Lula, estão nesse exato momento na casa do presidente Jair Bolsonaro e na sede do Partido Liberal em Brasília. Nem disfarçam mais o regime ditatorial que tomou conta do Brasil. Covardes.”

O também gaúcho Marcel van Hattem (Novo-RS), outro nome cotado ao Senado com apoio de Bolsonaro, seguiu a mesma linha: “Bolsonaro acaba de ser preso sem condenação. E isso que a ditadura Lula-Moraes lhe impõe com a tornozeleira eletrônica, a proibição de sair de casa entre 19h e 7h todos os dias e de falar com embaixadores estrangeiros e até mesmo com seu próprio filho. Ou precisa desenhar?”, publicou o deputado.

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Já o presidente do PL no Rio Grande do Sul, Giovani Cherini, reforçou o tom de denúncia e afirmou que o episódio será lembrado pelos eleitores.
“Um ex-presidente da República está sendo vigiado como um criminoso, enquanto corruptos de verdade seguem impunes. O Regime Petista dobra a aposta, mas o povo está vendo. E jamais esquecerá.”

O próprio Partido Liberal (PL), legenda à qual Bolsonaro é filiado, divulgou nota oficial de repúdio. Em seu perfil na rede X (antigo Twitter), o partido afirmou:

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“O PL manifesta estranheza e repúdio diante da ação da Polícia Federal realizada nesta sexta. Se o presidente Bolsonaro sempre esteve à disposição das autoridades, o que justifica uma atitude dessa? O PL considera a medida determinada pelo Supremo Tribunal Federal desproporcional, sobretudo pela ausência de qualquer resistência ou negativa por parte do presidente Bolsonaro em colaborar com todos os órgãos de investigação.”


A operação da Polícia Federal ocorre no âmbito de investigações em andamento no STF, em um inquérito sob sigilo. A defesa de Jair Bolsonaro disse ter recebido “com surpresa e indignação” a imposição de medidas cautelares e ainda classificou as medidas de “severas”, alegando que, até o presente momento, o ex-presidente “sempre cumpriu com todas as determinações do Poder Judiciário”.

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