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POLÍTICA

CNI abre discussão da agenda legislativa de 2026 com foco na jornada 6x1, IA e infraestrutura

Sinalizações foram dadas durante a abertura do Seminário de Construção da Agenda Legislativa da Indústria 2026

Publicado em: 03/02/2026 às 16h:03 Última atualização: 03/02/2026 às 16h:04
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O início do debate sobre a agenda legislativa da indústria apontou, nesta terça-feira (3), prioridade para temas como a manutenção da escala de trabalho 6×1, além de propostas voltadas à modernização regulatória e à competitividade do setor produtivo. As sinalizações foram dadas durante a abertura do Seminário de Construção da Agenda Legislativa da Indústria 2026, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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CNI abre discussão da agenda legislativa de 2026 com foco na jornada 6×1, IA e infraestrutura

Foto: Agência Brasil/Divulgação

O evento reúne mais de 700 representantes, entre empresários, dirigentes e executivos de federações estaduais, associações setoriais e sindicatos industriais, com o objetivo de definir os projetos de lei considerados prioritários para acompanhamento junto ao Congresso Nacional. Os debates se estendem até a quarta-feira (4).

Entre os temas em discussão e que devem integrar a 31ª Agenda Legislativa da Indústria estão a regulamentação da Inteligência Artificial, a reforma da Lei Geral de Concessões e das parcerias público-privadas (PPPs), o marco legal do comércio exterior, mudanças na tributação da renda corporativa e propostas na área trabalhista.

Segundo o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, a expectativa é que mais de 100 projetos sejam priorizados pela base industrial. “Teremos janelas de votações concentradas no primeiro semestre e no período pós-eleitoral”, afirma.

Muniz destaca que a agenda legislativa é vista pela entidade como um instrumento central de articulação política e técnica. “A capacidade de enfrentar o Custo Brasil e preservar a estabilidade macroeconômica dependerá da nossa prontidão técnica e política”, diz.

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Mudanças

No debate trabalhista, a CNI se posicionou contra o fim da escala 6×1. A entidade reconhece a legitimidade da discussão sobre a jornada de trabalho, mas avalia que uma mudança nesse modelo reduziria a competitividade da indústria e representaria riscos à sustentabilidade dos negócios e à geração de empregos formais.

A confederação defende que o País já dispõe de um caminho institucional para tratar do tema, por meio da negociação coletiva dentro dos limites constitucionais, e que eventuais reduções mais amplas da jornada devem ser precedidas pela construção de condições econômicas e produtivas adequadas.

No campo da inovação, a CNI se posiciona favoravelmente à regulamentação da Inteligência Artificial, mas defende maior debate e aprimoramento do texto em tramitação. A avaliação é de que a legislação precisa garantir segurança jurídica sem criar barreiras ao uso da tecnologia pelas indústrias ou comprometer o ambiente de inovação.

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Em relação à infraestrutura, a entidade defende a modernização da Lei Geral de Concessões e do marco das PPPs. Para a CNI, a atualização do regramento pode ampliar a segurança regulatória, tornar os contratos mais eficientes e atrativos e contribuir para o avanço dos investimentos no setor.

A confederação também apoia o marco legal do comércio exterior, sob o argumento de que a proposta tende a simplificar procedimentos, reduzir burocracias e alinhar o Brasil às melhores práticas internacionais, com impacto direto sobre a competitividade das empresas nacionais.

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Outro ponto de convergência destacado pela CNI é o projeto que amplia a licença paternidade para até 20 dias. A entidade considera adequado o texto aprovado pela Câmara dos Deputados, que ainda aguarda votação no Senado Federal.

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