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Com divergências partidárias internas, Edegar Pretto e Juliana Brizola defendem candidaturas próprias para Piratini

Executiva Nacional defende apoio a Juliana Brizola e desistência de Pretto; medida é vista com relutância pelo diretório gaúcho

Publicado em: 04/04/2026 às 20h:42 Última atualização: 04/04/2026 às 20h:42
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Enquanto a Executiva Nacional do PT tenta minar a pré-candidatura de Edegar Pretto e apoiar Juliana Brizola (PDT), os dois seguem fazendo campanha nas redes sociais, como se ainda fossem concorrentes às prévias.

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Edegar Pretto e Juliana Brizola | abc+



Edegar Pretto e Juliana Brizola

Foto: Reprodução

Juliana Brizola fez publicações em sua rede social, afirmando sua imagem como pré-candidata. Edegar Pretto foi na mesma linha e divulgou um vídeo com o ex-governador Tarso Genro. Nele, Pretto destaca a importância de criar uma frente nacional e regional.

Isso acontece em um momento de relutância, principalmente, pelo diretório do partido no Rio Grande do Sul, que defende a pré-candidatura do PT. Porém, a direção nacional do partido negocia com PDT apoio para as eleições presidenciais, em troca do apoio regional.

As duas siglas no Rio Grande do Sul relutam com essa união construída por suas hierarquias. Isso porque há uma rixa política entre os dois partidos no Estado. Nos bastidores, essa união é instável.

O presidente do PT, Edinho Silva, busca convencer os companheiros gaúchos sobre a importância dessa união para a corrida presidencial. Com o PDT, Lula teria mais tempo de televisão, por exemplo.

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Algumas alianças locais de Pretto já ameaçaram ruptura. A deputada Estadual Luciana Genro do PSOL afirmou que, caso ocorra esse apoio a Brizola, partido sai da coligação. O motivo seria a proximidade que PDT teve com o governo de Eduardo Leite.

Para jogar mais lenha na fogueira, Executiva Nacional do PDT cobra celeridade no apoio de Pretto a Juliana. O prazo inicial era até 30 de março, mas PT RS não confirmou sua decisão final, além de manter divulgação de Pretto como pré-candidato.

“A minha pré-candidatura está mantida porque o PT, o PSB, o Partido Verde, o PSOL, o PCdoB e a Rede compreendem que esse é o melhor e mais potente palanque para a reeleição do presidente Lula. Nós não somos um Estado qualquer. O que nós estamos dialogando é que a nossa tática eleitoral (do PT/RS) é a melhor, é a mais correta para garantir a reeleição do presidente Lula”, afirmou Pretto.

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O que pode acontecer

O cenário pode levar a Executiva Nacional do PT a impor desistência de Pretto ao governo do Estado, algo cobiçado pelo PDT. Porém, isso causaria uma divergência interna no partido de Lula.

Ambas as partes têm até agosto para bater o martelo e definirem suas estratégias políticas. Entre 20 de julho e 5 de agosto, partidos e federações realizam convenções partidárias para deliberar sobre coligações e escolher candidatas e candidatos que concorrerão aos cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, bem como aos cargos de deputado federal, estadual e distrital nas Eleições de 2026. Os pedidos de registro de candidatura devem ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto.

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