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ELEIÇÕES 2026

Com foco em educação e carga tributária, pré-candidatos ao Piratini discutem próximos quatro anos do RS

Edegar Pretto, Gabriel Souza, Juliana Brizola, Luciano Zucco e Marcelo Maranata participaram de debate na Fecomércio

Com foco em educação e carga tributária, pré-candidatos ao Piratini discutem próximos quatro anos do RS
Publicado em: 19/03/2026 às 14h:41 Última atualização: 19/03/2026 às 14h:47
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Edegar Pretto (PT), Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB) participaram nesta quinta-feira (19) do segundo encontro entre os pré-candidatos ao Palácio Piratini. O debate foi promovido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) e serviu para que os postulantes ao governo estadual compartilhassem suas ideias iniciais, antes da campanha eleitoral.

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O clima amistoso entre os concorrentes se manteve do início ao fim, apesar de algumas rusgas entre Zucco e Souza. A plateia que lotou a sede da Fecomércio era composta por empresários e convidados dos políticos, a maioria apoiadores do pré-candidato do PL, que aplaudiram a cada intervenção do deputado federal.

Entre os temas, a educação foi considerada prioridade por todos. Juliana Brizola lembrou o avô, Leonel Brizola. “Ele tirou o Rio Grande do Sul do analfabetismo. Se o próximo governo não encarar a educação com seriedade, vamos estar aqui, daqui a quatro anos, discutindo os mesmos problemas.”

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Debate entre pré-candidatos ao Piratini na Fecomércio  | abc+



Debate entre pré-candidatos ao Piratini na Fecomércio

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial

Juliana lembrou os baixos índices do Estado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e reforçou a aposta na escola em tempo integral. “Acredito por ser a escola dos países desenvolvidos. O tempo integral que eu defendo, enxerga primeiro a educação básica. Ali que está a oportunidade de desenvolvimento.”

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Pelo lado governista, o vice-governador Gabriel Souza, que vai disputar o Piratini em outubro, valorizou programas estaduais, como 14ª salário para educadores a partir do cumprimento de metas. “Também vamos distribuir prêmios para turmas de alunos que estão fazendo provas de qualificação ainda em 2025.”

Maranata e Zucco focaram no viés da educação empreendedora. Enquanto o prefeito de Guaíba citou o Senai como exemplo, para efetuar uma parceria com o poder público e evitar que jovens deixem o Estado em busca de oportunidades, Zucco falou que pretende reforçar o empreendedorismo nas escolas, qualificando o ensino técnico e, por consequência, os jovens gaúchos.

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Já Edegar Pretto salientou que é necessário dar o mínimo de condições aos estudantes, criticando a falta de estrutura nas escolas. “Não é falta de recurso, é falta de gestão na educação básica. Vamos disponibilizar comida boa, comprando da agricultura familiar, que é algo que sei como fazer”, completou o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Impostos

Outro tema abordado nas perguntas feitas pela Fecomércio esteve relacionado à carga tributária do Estado. “Sou radicalmente contra aumento de impostos. Reduzimos impostos em Guaíba, dando condições para que a população pudesse pagar os tributos”, afirmou Maranata, que é prefeito do município da região metropolitana.

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Souza e Zucco também garantiram que não vão aumentar os tributos no RS. “É um compromisso da nossa campanha”, afirmou Souza. E Zucco completou criticando o governo federal e a atual gestão do governador Eduardo Leite. “Vamos administrar os recursos públicos com transparência e responsabilidade, reduzindo o tamanho do estado.”

Juliana Brizola lembrou sua vertente trabalhista e salientou que o plano de governo deve apresentar uma proposta para que alíquotas possam ser reduzidas gradualmente. “Especialmente nos produtos mais necessários para a população.”

Pretto citou que o próximo governador terá que passar pela transição do ICMS para o IBS, que será um imposto único. “Precisamos combater a sonegação, não permitir que entrem no nosso Estado, produtos de contrabando, que desfavorecem a concorrência dos empresários gaúchos. Assim evitamos o aumento de impostos.”

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